Viver em Portugal se tornou o desejo de muitos estrangeiros. Para facilitar a sua vida e te ajudar a ter sucesso nesta busca listamos 8 dicas sobre como encontrar um lugar para morar em Portugal e conseguir fechar o negócio

1. Não negocie valores

Em Portugal não existe a tradição de barganhar preços. O valor pedido costuma ser o valor final. Há alguma margem para negociação, mas ela é mínima e só se aplica em casos especiais. Durante a pandemia foi possível regatear, mas o cenário hoje é outro. “Você vai concorrer com inquilinos que estão a fechar negócio pelo valor pedido. Propostas agressivas não funcionam aqui”, explica Tiago Prandi, assessor da Indoors, empresa gestora de propriedades.

2. Entenda o valor dos aluguéis

Sim, viver nas grandes cidades está mais caro, não há como negar. Imóveis nos grande centros vão estar acima dos mil euros. Se você deseja um apartamento dos sonhos em Porto e Lisboa, com detalhes e serviços de luxo, os valores vão facilmente ultrapassar os dois mil euros. Entretanto, são preços até 40% menores que os cobrados em Madrid e até um quarto do valor cobrado em San Francisco, nos Estados Unidos.
Atualmente, alugar um imóvel confortável, com dois quartos, na zona central de Lisboa está custando, em média, 1.500 euros. Por outro lado, cidades menores como Braga, Aveiro, Coimbra ou nas ilhas (Açores e Madeira), podem ter o custo de moradia até 50% mais baixo. Como existe muita variação de preços, o mais recomendável é conversar diretamente com um consultor especializado, de modo a obter informações mais precisas.

3. Defina bem o que busca

Antes de começar a procurar, pense no que deseja: que tipo de pessoa você é e que vida quer ter? Tem um perfil mais cosmopolita e gosta da agitação? Ou quer algo mais sossegado? Procure entender a dinâmica da cidade, verifique se o bairro escolhido oferece escolas e serviços que te interessem. Se o transporte for uma prioridade, tente descobrir se a região é bem servida em termos de saídas para rodovias, se há paradas de ônibus ou metro. Tem carro? Onde o estacionará e quanto pretende gastar em combustível? Enfim, seja assertivo e busque especificamente aquilo que realmente poderá te interessar. Isso irá poupar tempo seu e dos outros envolvidos na busca.

4. Seja rápido na decisão

Olhou um imóvel e gostou? Feche o negócio o quanto antes. Evite marcar visitas com muitos dias de antecedência. A realidade atual do mercado de aluguéis em Portugal não dá muita margem para pensar: no mesmo dia em que um imóvel é disponibilizado para o mercado ele já começa a receber interessados e, em poucos dias ele já estará indisponível. 

5. Tenha a documentação já preparada

Para ganhar tempo, também é recomendável já ter toda a documentação necessária já separada para não correr o risco de atrasar e perder uma oportunidade boa. Na Atlantic Bridge podemos oferecer uma assessoria para que você não perca um bom negócio devido a erros na sua documentação. Se quiser falar conosco, clique aqui.

Para concretizar a locação são necessários: um comprovativo de renda (como holerites, declaração do imposto de renda ou extratos bancários) e um documento de identidade. 

Além disso, grande parte dos senhorios exige fiador e caução. Sim, ter um fiador pode ser decisivo para fechar negócio. Fiador é a pessoa que garante o pagamento da dívida, caso o devedor principal não pague ao credor.  “Costuma-se pedir 3 meses de aluguel adiantado, mas pode chegar a mais: os senhorios têm muito medo que estraguem seu imóvel ou fiquem a dever”, esclarece Cátia Ferreira da Zome Prime Abóboda, em Lisboa. Caso não tenha fiador, o proprietário poderá pedir até um ano de aluguel antecipado.

Uma opção pode ser criar uma conta corrente caucionada, onde o locatário deposita um valor previamente acertado com o proprietário para ser utilizado em caso de necessidade e danos à propriedade, sugere Tiago Prandi, da Indoors. 

6. Seja gentil com o corretor imobiliário e com os proprietários

Essa dica é preciosa. Em muitas empresas, o corretor imobiliário só é remunerado quando o negócio é concluído. No caso dos contratos de aluguel, essa remuneração costuma ser baixa, quando comparada às transações de compra e venda. No entanto, o trabalho despendido pelo agente é quase o mesmo: buscar um imóvel, agendar as visitas, acompanhar o cliente… Por isso, procure manter uma relação cordial e respeitosa com o profissional da área. Essa atitude pode ser de grande valia. O mesmo se aplica aos senhorios: eles podem escolher com quem fechar negócio. Se eles simpatizarem com você tudo será mais fácil. Transmita uma imagem de tranquilidade e responsabilidade. Ninguém gosta de inquilinos complicados.

7. Honestidade acima de tudo

Seja sempre honesto com o agente imobiliário e o senhorio. Por exemplo, não adianta esconder que possui animais, pois mentir pode gerar quebra no contrato e até multas. Caso deseje adquirir animais após a formalização do contrato, consulte o proprietário e lhe peça autorização.

Uma dica para quem tem pets ou crianças pequenas é buscar imóveis sem mobília, pois o risco de danos é menor, sendo mais fácil de serem alugados.

8. Contrate uma assessoria

Se não conhece a cidade ou não quer perder tempo buscando um imóvel com características específicas, uma dica é contratar os serviços de uma assessoria especializada. Com conhecimento profundo de localização, um bom assessor pode sugerir bairros mais indicados para você. Estes profissionais traçam o seu perfil, apresentam o mercado, dão aconselhamento e buscam, de modo preciso, aquilo que você precisa. 

Caso deseje um imóvel em uma determinada zona da cidade, eles também entram em contato com todas as corretoras que possuem produtos disponíveis na área e selecionam aquilo que pode te interessar mais. É mais prático, rápido, assertivo e seguro. Para quem reside no estrangeiro, o serviço é ainda mais precioso, pois as assessorias muitas vezes promovem vídeo chamadas entre clientes e senhorios, estreitando as relações e simplificando os processos.

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Saiba ainda mais sobre arrendamentos em Portugal

Como funcionam os contratos de aluguel?

Por norma, os contratos de aluguéis têm duração mínima de um ano, podendo ser renovado automaticamente por até 3 anos. Após esse período é preciso fazer um novo contrato. Também podem ser celebrados por períodos mais curtos, se for de comum acordo entre as partes. Quando o contrato chega ao fim, é preciso negociar novamente com o proprietário.
O inquilino deve cumprir pelo menos ¼ do tempo estipulado em contrato para não ser penalizado. 

Reajustes nos valores

No que se refere aos reajustes de preços, de acordo com o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), o valor das rendas poderá ser atualizado anualmente, de acordo com o índice da inflação. O coeficiente de atualização de rendas é calculado anualmente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Atualmente esse coeficiente é de 0,43% Vale destacar que o aumento não é obrigatório nem automático: o proprietário decide se irá praticar o reajuste após um ano de contrato. Se for o caso, deve comunicar o locatário através de carta registrada com 30 dias de antecedência. 

Qual a tipologia mais procurada em Portugal?

Atualmente, os imóveis com dois quartos (T2) são os mais procurados para arrendamento, seguido dos de 3 quartos (T3). Propriedade de quarto e sala ou estúdio (T1 e T0) vêm na terceira colocação.

 

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