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Silvia Resende

Quatro Escolas Portugueses de Negócios no Top 50 do Ranking Financial Times

By | Artigos

Com quatro escolas no top 50 do ranking do Financial Times para a formação de executivos, Portugal é o terceiro país mais bem representado nesta lista, atrás de França e do Reino Unido.

 

Neste ranking do FT que avalia os programas de formação em gestão para executivos, a Nova School of Business and Economics (Nova SBE) volta a apresentar a melhor classificação. A escola de negócios localizada em Carcavelos (Oeiras) surge na 22ª posição em termos globais, numa lista que combina a avaliação dos chamados programas abertos ao público e desenhados para empresas.

“Na edição de 2022, a Nova SBE tem uma subida de mais de 20 posições, quer no ranking geral de escolas, onde se destaca como a escola portuguesa mais bem classificada, assim como nos rankings específicos para os Programas Abertos e Programas Customizados”, destaca a instituição que figura no “1º lugar em Portugal pelo terceiro ano consecutivo”.

Na 27ª posição encontra-se a Católica Lisbon School of Business and Economics, graças sobretudo à muito boa avaliação que conquista para os chamados programas ‘customizados’, ou seja, direcionados para empresas. Nesta área em particular, a Católica-Lisbon ocupa a “19ª posição a nível mundial e a 12ª na Europa, sendo líder em Portugal, naquele que é o melhor resultado de sempre”, sublinha a escola, também em comunicado.

A Porto Business School (PBS) subiu várias posições, consolidando a sua presença no top 50: ocupa o 40º lugar, logo seguida do estreante ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa).

 

Porto Business School

 

“Portugal consolida a sua reputação internacional como um destino de referência para aqueles que procuram ensino executivo de excelência”, congratula-se a PBS, em comunicado.

O ISEG – Lisbon School of Economics and Management, da Universidade de Lisboa, estreia-se neste ranking e completa a lista de quatro representantes. “No dia em que celebramos 111 Anos temos esta excelente notícia!”, nota a diretora do ISEG, Clara Raposo.

A Hec Paris (Paris/Qatar), a Iese Business School (Espanha/EUA/Brasil/Alemanha) e a IMD Business School (Suíça) lideram este ranking da formação de executivos, que é um dos sete que a publicação inglesa divulga anualmente e que avalia parâmetros como a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos, escolas parceiras, participantes internacionais, métodos de ensino e a satisfação global dos clientes.

No final de cada ano, o FT divulga o que considera ser a lista das melhores escolas de negócios da Europa. Nova SBE e Católica-Lisbon ficaram no ano passado no top 30.

 

Artigo publicado originalmente no Jornal Expresso.

Portugal x Espanha x Grécia: Qual o Melhor Programa de Golden Visa?

By | Artigos, Golden Visa, Investimentos

A busca pelos programas de Golden Visa têm aumentado nos últimos anos. Adquirir um visto dourado é a melhor apólice de seguro possível contra riscos econômicos e políticos em um mundo volátil. 

Esses programas concedem uma série de benefícios para o seu titular e suas famílias. O principal deles é a possibilidade de obtenção de uma segunda cidadania. Também permitem residir no país escolhido para investir, viajar por diferentes países sem necessidade de vistos, entre outros. 

É ideal para detentores de alto patrimônio líquido que desejam expandir as oportunidades de negócios e  alargar o alcance do mercado, e uma excelente alternativa para quem quer ampliar o seu estilo de vida. 

Grécia, Portugal e Espanha possuem atualmente os programas de Golden Visa mais desejados da União Europeia. Dentre estes, o Golden Visa Português ainda é a opção mais vantajosa, confira os principais motivos a seguir!  

 

O que é um Golden Visa?

“Golden Visa” é um programa específico desenvolvido por alguns países que concede aos investidores o direito de residência e/ou de obtenção de cidadania em troca de um investimento qualificado

Existem mais de 100 países ao redor do mundo que possuem legislação de visto dourado em vigor. Alguns deles concedem de imediato a cidadania, e esses programas são chamados de Programas de Cidadania por Investimento. Outros, concedem de imediato a residência, ainda que sem a obrigação de tornar-se residente, mas com a possibilidade de obter a cidadania após determinado tempo (como é o caso do Golden Visa de Portugal, da Espanha e da Grécia), e esses são chamados de Programas de Residência por Investimento.

 

Requisitos para obter um Golden Visa

Cada país tem uma lista de requisitos diferentes para requerer o Golden Visa. Porém, existe um conjunto de exigências que são gerais nos Programas da Grécia, Espanha e Portugal: 

  • Os candidatos devem ser cidadãos de fora da UE, do EEE ou da Suíça;  
  • Os candidatos precisam ter uma ficha criminal limpa;
  • É necessário realizar um investimento financeiro no país;
  • É necessário comprovar que seus fundos são provenientes de fonte legal.

 

Os Golden Visa da Espanha, Grécia e Portugal são iguais?

Não. Os programas parecem semelhantes, mas variam significativamente em alguns aspectos. 

Os três estão enquadrados na categoria de Autorização de Residência por Investimento e, portanto, conferem o direito de morar no país correspondente, mas não concedem a cidadania de forma automática. 

Todos eles também permitem viagens dentro dos países Schengen sem a necessidade de visto adicional. 

Existem, entretanto, grandes diferenças em relação às opções de investimentos e seus valores, assim como quanto à obrigação de residência, possibilidade de trabalho, prazo mínimo de manutenção do investimento e interpretação do conceito de reagrupamento familiar.

 

Saiba porque tantos americanos estão buscando o Golden Visa Portugal.

 

Custo de vida em Portugal

Lisboa

Onde e quanto preciso investir?

O primeiro ponto de destaque para o Programa de Golden Visa de Portugal é a grande variedade de opções de investimento elegíveis e os seus valores bastante competitivos, comparativamente com os respectivos programas da Espanha e da Grécia. 

Portugal apresenta modalidades de investimento que vão desde opções imobiliárias, passando por transferência de capitais, criação de empregos, investimento em fundos de capital de risco, investigação científica e tecnológica e até mesmo investimento em cultura, arte e no patrimônio cultural.

Em termos financeiros, Portugal e Grécia oferecem as opções de investimento com valores mais baixos: a partir de €250.000.

No caso da Grécia esse é o valor mínimo para aquisição de imóvel. Já para Portugal, esse é o montante mínimo para promoção da cultura, arte e patrimônio nacional. 

Relativamente ao investimento imobiliário, as opções elegíveis ao Golden Visa Portugal partem de um valor mínimo de €280.000 podendo chegar aos €500.000 a depender das características do imóvel e da sua localização.

 

Conheça o Golden Visa Portugal de 280 mil euros.


No caso da Espanha, o montante mínimo elegível ao Programa Golden Visa é de €500 mil euros, com foco na realização de um investimento imobiliário ou financeiro.

A tabela a seguir apresenta um resumo comparativo das principais modalidades de investimento elegíveis aos Programas de Golden Visa de Portugal, da Espanha e da Grécia e seus respectivos valores. As informações abaixo estão disponibilizadas no site oficial da Schengen.

 

Modalidade de InvestimentosPortugalEspanhaGrécia 
Imobiliárioi)Aquisição de imóveis a partir de 280 mil euros para serem reabilitados* em área de baixa densidade demográfica


ii) Aquisição de imóveis a partir de 350 mil euros para serem reabilitados** 


iii) Aquisição de imóveis a partir de 500 mil euros em geral**  

Aquisição de imóveis a partir de 500 mil euros i) Aquisição de imóveis a partir de 250 mil euros

ii) Celebração de contrato de arrendamento por 10 anos para alojamento hoteleiro ou residências turísticas mobiliadas em complexos turísticos;
Transferência de CapitaisA partir de 1,5 milhões A partir de 1 milhão Transferência de capital de €400.000 a uma instituição de crédito nacional
Empresariali) Criação de pelo menos 10 postos de trabalhos permanentes

ii) Criação de nova empresa ou investimento em empresa já existente, com investimento a partir de 500 mil euros no capital social e criação de pelo menos 5 postos de trabalho permanentes
Investimento em negócios a partir de 1 milhão de euros Investimento de capital de pelo menos €400.000 em uma empresa registrada na Grécia
Fundos de Investimento e/ou Títulos Públicos Aquisição de quotas no valor mínimo de 500 mil euros em Fundos de Investimento em Capital de RiscoInvestimento em Títulos Públicos a partir de €2 milhõesi) Investimento em títulos do governo grego ou ações de fundo de capital de risco

ii) Investimento de €800.000 em títulos corporativos gregos
Investigação Científica e TecnológicaInvestimento a partir de 500 mil euros
Patrimônio Nacional, Arte e Cultura Investimento a partir de 250 mil euros 
*Esses imóveis para reabilitação devem ter mais de 30 anos ou estarem localizados em ARUs.
**Para Porto, Lisboa, Algarve, etc esses imóveis devem ter afetação comercial. Para as demais áreas do país, os imóveis podem ter também afetação habitacional.

 

https://atlanticbridge.com.br/portugal-x-espanha-x-grecia-qual-o-melhor-programa-de-golden-visa/

Portugal, Espanha ou Grécia?

Morar e Trabalhar

Portugal se destaca novamente dentre os demais programas de Golden Visa relativamente aos quesitos residência e trabalho: é o único que permite (mas não obriga) a residência no país, garante a possibilidade de trabalho para o investidor e os seus familiares agrupados, e ainda apresenta o menor prazo de manutenção do investimento no país para fins de pedido de cidadania: apenas 5 anos.

Neste sentido, destaca-se que a exigência temporal mínima de permanência no território português para detentores de Golden Visa é de 14 dias a cada 2 anos (validade atual da autorização de residência temporária). 


Comparativamente, no caso do Programa Golden Visa da Espanha durante os primeiros 5 anos o investidor e seus familiares agrupados podem viver e trabalhar na Espanha, não sendo obrigatória a residência. Contudo, após estes 5 anos iniciais e até completar 10 anos é necessário efetivamente viver na Espanha para se tornar elegível ao pedido de cidadania.

Por fim, o Programa de Golden Visa da Grécia permite a residência mas não o  trabalho no país para o seu titular. Contudo, caso deseje solicitar a cidadania, é necessário que o detentor do Golden Visa efetivamente resida e mantenha o investimento por pelo menos 7 anos no país. 

 

Requisitos para cidadania 


Cada programa confere ao candidato o direito de requerer a cidadania desde que cumpra com os requisitos estabelecidos em cada país. 

Neste sentido, Portugal apresenta maior flexibilidade: não exige teste de conhecimentos sobre a cultura portuguesa, bem como requer o menor tempo de manutenção do investimento para para a solicitação da cidadania. 

Para Portugal, é necessária comprovação de português no nível básico, bem como 5 anos de manutenção do investimento no país, como principais requisitos para solicitação da cidadania. 
 

Na Grécia, são necessários 7 anos de manutenção do investimento, residência efetiva no país durante este período e ainda aprovação em exame de conhecimentos gerais sobre a cultura do país.

Já na Espanha, a naturalização só pode ser pedida após 10 anos de residência efetiva (ou excepcionalmente após dois anos no caso de cidadão de uma ex-colônia espanhola), além da necessidade de comprovação de proficiência na língua espanhola e conhecimentos gerais sobre a cultura do país.

A tabela abaixo reúne os requisitos para que o investidor possa solicitar sua cidadania em cada um dos programas apresentados:

Portugal EspanhaGrécia
  • 5 anos de manutenção do investimento;
  • Teste de Língua Portuguesa;
  • Sete dias/ano para cinco anos de residência.
  • 10 anos de manutenção do investimento e residência nos últimos 5 anos deste período*; 
  • Teste de Língua Espanhola, Teste de Cidadania Espanhola;
  • Dez anos de residência, onde a maioria de cada ano é passado na Espanha.
  • 7 anos de manutenção do investimento;
  • Teste de Cidadania Grega;
  • 183 dias/ano para sete anos de residência.
* O prazo mínimo de residência é reduzido para 2 anos no caso de cidadão de uma ex-colônia espanhola.

 

Reagrupamento familiar:

Nos Programas de Golden Visa de Portugal, Grécia e Espanha, o titular do investimento terá o direito de requerer o visto de residência para seus familiares. Cônjuges, filhos até 18 anos e pais, desde que sejam dependentes financeiramente, estão sempre cobertos pelo reagrupamento. Portugal apresenta uma vantagem ao conceder visto aos filhos do investidor que sejam dependentes e estejam a estudar, independente da idade dos mesmos.

 

Portugal EspanhaGrécia
CônjugeCônjugeCônjuge
Filhos (de qualquer idade) desde que provem a dependência económica e estudemFilhos de até 18 anos;

filhos até 21 anos desde que dependentes e estudem;

filhos com mais de 21 anos desde que demonstrem deficiência 

Filhos de até 21 anos;

filhos de até 24 anos que estudem

Pais, desde que dependentesPais, desde que dependentesPais, desde que dependentes
Sogros dependentesSogros dependentes em casos específicosSogros dependentes
Outros dependentes, como irmãos menores

 

Qual o melhor Golden Visa?

 

Validando a nossa comparação, a Revista Forbes apontou recentemente o Golden Visa Portugal como o melhor programa de residência por investimento do mundo!

Em 2021, as autoridades portuguesas concederam 865 Autorizações de Residência por Investimento (ARI). De janeiro a abril de 2022 já foram concedidos 382 vistos gold, número 17% superior ao mesmo período do ano passado, mesmo com as recentes alterações legais do programa português.

 

Vantagens do Golden Visa Portugal

 

  • Oferece mais opções de investimento face aos demais programas citados;
  • Apresenta valores mínimos de investimento bastante atrativos; 
  • Possui um conceito de agrupamento familiar mais amplo;
  • Permite, mas não exige, a residência efetiva em Portugal; 
  • Autoriza o trabalho no país; 
  • Possibilita o acesso aos cuidados de saúde e educação públicos portugueses;
  • Concede a liberdade para viajar por 187 países em todo o mundo, sem necessidade de visto; 
  • Permite o pedido de passaporte português após 5 anos de investimento.

 

Ficou interessado no Programa de Golden Visa de Portugal? Esteja à vontade para nos contactar e pedir mais informações. Nossos consultores estão prontos para te atender.

 

Bem-vindo a Portugal, o novo paraíso para expatriados

By | Artigos

Jamie Dixon desembarcou nesta cidade litorânea montanhosa nove meses atrás, trocando seu trailer de luxo em Malibu por um apartamento de dois andares na cobertura que é o dobro do tamanho por uma fração do aluguel.

Sua fuga de sua Califórnia natal ocorreu em meio ao aumento do custo de vida, incêndios florestais e uma sensação de segurança cada vez menor após o roubo da casa de um vizinho. A treinadora de fitness que virou funcionária de startup decidiu que era hora de se reinventar em uma terra estrangeira, mas, como muitos expatriados americanos, ela não queria se sentir muito longe de casa.

Neste rico enclave a cerca de 24 quilômetros da capital portuguesa, Lisboa, ela encontrou seu pedaço da Califórnia na costa oeste da Europa: brisa do oceano, vista para as montanhas, dias quentes de primavera em passeios ladeados de palmeiras e o brilho do pôr do sol que infiltrar-se na noite.

“As coisas estavam ficando demais em casa, mas eu não queria deixar tudo sobre Los Angeles para trás”, disse Dixon, 37. Vestida com calças de ioga e tênis, ela bebeu vinho branco em um café orgânico com vista para as ondas quebrando em penhascos parecidos com o Big Sur, a uma curta caminhada do aluguel que ela divide com o marido ator e a filha de 7 anos.

“Com Portugal”, disse ela, “poderíamos manter as partes que gostávamos e deixar o resto”.

Dixon tem muita companhia em um país que se tornou um destino internacional para turismo e residência.

Este outrora império marítimo conhecido pelo vinho do Porto e pelo fado pode parecer muito com a Califórnia. Exceto que é muito mais acessível em um orçamento dos EUA. Essa é uma das razões pelas quais a esbelta nação do Atlântico atraiu – e até fez propaganda para – americanos que estão fazendo as malas.

Na última década, a população total em Portugal diminuiu, embora o número de estrangeiros tenha crescido 40%. As fileiras de cidadãos americanos que vivem nesta terra de 10 milhões aumentaram 45% no ano passado. Dentro da mistura de aposentados, nômades digitais e famílias jovens fartas de questões como custos de moradia e saúde, política trumpiana e políticas de pandemia, os californianos estão se tornando conhecidos em um país que já foi considerado o irmão esquecido da Espanha.

“Eu diria que 95% dos meus clientes agora são americanos”, disse André Fernandes, um corretor de imóveis de 38 anos do Porto que, ao ver o aumento do interesse em sua terra natal, voltou de Nova Jersey três anos atrás e passou da instalação de sprinklers para a venda de casas. “Na última semana, liguei ou mandei e-mails para pessoas da Califórnia, Arizona e Novo México.” Um cliente recente, disse ele, era um escritor da Netflix.

Portugal emergiu da crise financeira de meados dos anos 2000 como uma das nações mais pobres da União Europeia. Com a economia em frangalhos, os legisladores de Lisboa redigiram leis de imigração para cortejar agressivamente profissionais estrangeiros, desde os ricos, que podiam essencialmente comprar residência comprando terras, até trabalhadores remotos , que poderiam garantir um caminho para a cidadania ganhando dinheiro no exterior, mas gastando-o aqui. Mais recentemente, o país, que nos últimos sete anos sediou a conferência de tecnologia Web Summit, se tornou um paraíso fiscal para investidores em criptomoedas.

O governo estima que os estrangeiros tenham investido mais de 6 mil milhões de dólares em Portugal desde 2012 apenas através da compra de imóveis. As indústrias de turismo e aluguel intimamente relacionadas renderam mais de US$ 10 bilhões no ano passado e, antes da pandemia, representavam 15% do PIB do país. (Durante o mesmo período nos EUA, o turismo representou menos de 3% da economia.)

Para Dixon, um californiano de quarta geração, o processo de visto era um livro didático. Ela e seu marido, Joey Dixon, tiveram que abrir uma conta bancária portuguesa com poupança equivalente a cerca de US$ 21.000 – cerca de duas vezes o salário mínimo – e fechar um contrato de arrendamento de um ano.

Joey Dixon, que apareceu em “Yellowstone” e “SWAT”, está começando uma escola de atuação para outros transplantes de Hollywood. Sua esposa, que no início passou por crises de solidão, agora chega em casa com recipientes plásticos de sopa caseira na porta da vizinha abaixo, uma portuguesa mais velha, e fez amizade com um casal próximo e seu filho que se mudou de Nova York e começou uma empresa de mudança.

A poucos quarteirões da rua, os Dixons conheceram um casal da Califórnia – um deles trabalha para a Adobe – que recentemente fez a mudança. Espera-se que uma família de Seattle chegue este mês e ocupe o primeiro andar do prédio de três andares dos Dixons. Vendo um afluxo de americanos, a escola de sua filha contratou recentemente um professor de inglês e agora tem instrução bilíngue.

“Meu português ainda é ruim”, disse Jamie Dixon, que fez aulas, mas usa sua frase favorita para descrever sua atitude em relação à lenta jornada de integração: não faz mal (“no big deal”). Ela espera falar o suficiente em cinco anos para passar no teste de cidadania, que daria à família passaportes da União Europeia. Com eles vem a liberdade de se mover e trabalhar em grande parte do continente.

“Você simplesmente não sabe para onde a América está indo hoje em dia. Vamos brigar um com o outro para sempre? Estamos novamente na Guerra Fria com a Rússia?” disse Dixon. “Conseguir esse segundo passaporte seria um alívio.”

Mas o ressentimento dos recém-chegados está crescendo. Os californianos nem sempre podem escapar – e às vezes estão na raiz – de questões sobre gentrificação, disparidades de renda e imigração. A própria expressão “expatriado” ficou carregada em Lisboa, cidade que atrai dezenas de milhares de imigrantes da classe trabalhadora do Brasil, Ucrânia, Romênia e Índia. Em grupos do Facebook e encontros de cafés, ocidentais abastados debatem sobre como se definir. Nas ruas, ativistas portugueses protestaram contra despejos e aluguéis disparados causados ​​em parte por estrangeiros com bancos que contam em dólares e libras.

“Não há dúvida de que o investimento estrangeiro ajudou muito a economia de Portugal e tornou as cidades mais bonitas”, disse Isabel da Bandeira, ativista que co-fundou o grupo de direitos à moradia de Lisboa Aqui Mora Gente. “Mas esse processo também prejudicou os moradores de longa data que não reconhecem mais partes de suas comunidades ou não podem morar nelas.”

Do outro lado de Lisboa, o maior centro urbano do país com 550.000 pessoas, é difícil não ver os californianos. A cidade, onde o turismo cresceu ao longo dos anos a ponto de ruas inteiras em seu núcleo histórico serem compostas exclusivamente por hotéis e Airbnbs, atraiu recém-chegados endinheirados de todo o mundo, incluindo Reino Unido, Cabo Verde, África do Sul e Rússia. Mas mais americanos estão comprando propriedades caras do que quaisquer outros estrangeiros, superando os chineses.

Um artigo do ano passado no jornal Diário de Notícias, sediado em Lisboa, exaltava os laços entre a Califórnia e Portugal. “É fundamental colocar Portugal no mapa para os californianos”, disse Pedro Pinto, cônsul-geral português em São Francisco, na matéria, ao sugerir que um voo direto de Los Angeles para Lisboa “teria grande demanda” (já há um de São Francisco).

A Califórnia há muito atrai os portugueses. Espanha e Portugal reivindicam o explorador colonial do século XVI Juan Rodríguez Cabrillo, que foi o primeiro europeu a desembarcar nas costas da Califórnia, como um deles. Em meados do século XIX, multidões de agricultores dos Açores chegaram à Califórnia Central. Em San José, o bairro Little Portugal presta homenagem à história imigrante da região. Mas hoje, os transplantes vão para o outro lado e são de uma variedade diferente: classe média alta ou mais ricos com empregos online ou contas de aposentadoria bem administradas.

Depois de anos de política divisória, guerras fracassadas, diferenças de riqueza cada vez maiores e brigas por identidade nacional, os americanos talvez estejam mais flexíveis em seu patriotismo e dispostos a construir um lar além de suas fronteiras. Para os moradores da Califórnia, onde o melhor e o pior da América parecem colidir constantemente, as costas de Portugal ofereceram um descanso.

Das aldeias de aposentados do México e da América Central aos enclaves vermelho-branco-e-azul espalhados pela Ásia e Europa, os americanos há muito têm uma relação curiosa e às vezes controversa com o mundo e suas culturas. Eles são frequentemente vistos como querendo lançar outras nações à sua imagem, uma crítica habilmente destilada no romance de Graham Greene, “The Quiet American”. Eles querem o exótico desde que haja um cheiro do familiar.

Em Portugal, alguns expatriados recentes da Califórnia assumiram a responsabilidade de fazer o discurso de como evocar um pouco de seu estado natal enquanto moram no exterior.

Jen Wittman, que se mudou com o marido e o filho de 13 anos para Lisboa em março do ano passado, dirige um grupo no Facebook chamado Californians Moving To/Living In Portugal. Em uma comunidade de migrantes onde dezenas de páginas do Facebook funcionam como uma biblioteca de instruções sobre mudança, Wittman disse que criou a dela há um ano, depois de ver californianos “sendo ridicularizados em outros grupos por questões muito californianas, como onde conseguir bons abacates e comida mexicana.”

Os abacates foram fáceis de encontrar. A comida mexicana, nem tanto, embora haja um casal de San Diego que tem um tamale caseiro e um negócio de importação mexicana.

“Sinto que nós, como californianos, temos coisas mais particulares que queremos. Queremos sol, água, amenidades, comida fresca e orgânica”, disse Wittman, 47, ex-chef que administra uma empresa de consultoria online para pequenas empresas com o marido. “Também tendemos a ter renda mais alta do que outros americanos, então as pessoas ficam irritadas quando fazemos nossas perguntas sobre orçamento em outros grupos de expatriados.”

Residente em Playa del Rey durante 20 anos, partiu para Lisboa depois de uma passagem pelo Condado de Sonoma. Para Wittman, foi a morte de sua mãe e um desejo de repensar o futuro que estimulou a mudança. Ela também queria que seu filho tivesse aulas gratuitas de faculdade nos países da UE assim que a família obtivesse a cidadania. Em Portugal, disse ela, sente-se mais segura, tem cuidados de saúde mais acessíveis e ganhou distância da divisão política da América.

O aluguel do apartamento mobiliado de três quartos da família, escondido em uma rua de paralelepípedos ao lado de uma catedral de pedra do século 13 no bairro de Alfama, é de 2.100 euros – menos de US$ 2.200. Com acesso por elevador, cozinha renovada e vista para os navios de cruzeiro no rio Tejo, é uma pechincha no seu orçamento. Wittman, acostumada a refeições rápidas do dia de trabalho em casa, agora tem almoços de horas de lazer em seu restaurante português favorito, onde um prato de salada, coxas de frango e batatas é servido com vinho, café expresso e creme de manga por 10 euros, ou cerca de US$ 11.

Seu bairro, um dos mais antigos de Lisboa, onde todos os outros apartamentos agora abrigam estrangeiros, tem sido o centro de protestos contra despejos e gentrificação. Wittman, que se mistura principalmente com estrangeiros, disse que não recebeu hostilidade dos moradores locais. Em vez disso, ela também sentiu o aperto da crescente popularidade de Portugal.

“Conseguimos um acordo por causa do COVID e poucas pessoas visitando a cidade”, disse Wittman, que ainda mantém um pouco do sotaque do meio-oeste de sua criação em Indiana. Isso foi antes de uma oferta de extensão de arrendamento chegar a 3.650 euros. “Agora que nossa hora está chegando, não conseguimos encontrar nada acessível na cidade.”

Este mês, a família está se mudando para os subúrbios do outro lado do rio, a 40 minutos de distância.

Luis Mendes, geógrafo da Universidade de Lisboa, disse que o efeito de americanos e estrangeiros em Portugal é misto.

“Não há como negar que lugares como Lisboa se tornaram muito mais atraentes para jovens, criativos e com dinheiro para gastar. O efeito na economia e na aparência dos prédios – não mais vazios – é astronômico”, disse Mendes. “Mas o português médio já não pode viver no centro de Lisboa. Os aluguéis subiram cinco vezes em alguns anos. Mesmo as coisas básicas, como comprar mantimentos, fazem viagens mais longas fora do centro da cidade do que costumavam fazer.”

A tendência atingiu não apenas “residentes de classe baixa ao longo da vida, mas também gentrifiers que veem um apartamento alugado de 1.000 euros por mês transformado em um Airbnb de 120 euros por noite”, disse Jordi Mateo, professor da Universidade NOVA de Lisboa.

O governo reconheceu a crise. A partir deste ano, o popular programa de “visto dourado” do país, que oferece residência a estrangeiros que compram casas por 500.000 euros ou mais – os americanos dominam o programa – não está mais aceitando inscrições nas maiores cidades. Isso inclui Lisboa, Porto e Algarve, a região costeira do sul muito popular entre aposentados e amantes da cultura do surf.

Em poucos anos, os despejos mais do que duplicaram em Lisboa. O ex-prefeito da cidade, Fernando Medina, lançou uma iniciativa para alugar centenas de Airbnbs para usar como moradia para trabalhadores locais apenas para ver suas ambições fracassarem porque os proprietários poderiam ganhar mais no mercado privado. “Lisboa, não sejas francês”, disse um comentário recente na página do Facebook do grupo ativista Stop Despejos, uma referência aos custos exorbitantes dos destinos com muitos expatriados na França .

Embora a popularidade do país tenha crescido rapidamente durante a pandemia, com os preços para moradores e recém-chegados fazendo o mesmo, aqueles que chegaram mais cedo, de certa forma, se saíram melhor.

Therese Mascardo, uma terapeuta de 39 anos de Santa Monica, voou para Lisboa em 2019 depois de experimentar sessões online para reduzir seu trajeto diário de ida e volta de quatro horas para Orange County. Frustrada com a presidência de Trump, tiroteios em massa e um estilo de vida preso ao carro, ela disse que procurava “a antiguidade e o charme” de uma antiga cidade europeia que era possível caminhar. Mascardo foi atraído pelo fato de que os partidos de direita não fizeram as mesmas incursões no país como em outras partes da Europa.

Hoje, ela pode se dar ao luxo de trabalhar apenas dois dias por semana – em uma programação da Califórnia – enquanto cria uma marca de conteúdo de terapia de mídia social on-line em seu tempo livre. Ela tem dinheiro de sobra depois de pagar seu aluguel mensal de 1.000 euros. Um domingo por mês, ela lidera uma visita rotativa ao museu para nômades digitais em escalas na cidade.

Das ruas em frente ao seu apartamento de três quartos que fica entre os bairros da Estrela e da Lapa, Mascardo, que cresceu em Orange e estudou na UC Berkeley, pode olhar para baixo e avistar a Ponte 25 de Abril. Modelado a partir da Bay Bridge, é pintado no mesmo vermelho que o Golden Gate e a lembra de casa.

Mas apesar das viagens semestrais a Los Angeles, onde ela compra Vinho Verde barato e estoca velas Anthropologie e batatas fritas de ervilha Trader Joe para o retorno, ela não tem planos de sair.

“Adoro meu passeio semanal até o mercado de agricultores e estar a 15 minutos a pé da maioria dos meus amigos”, disse Mascardo. “Adoro a gentileza e a hospitalidade do povo português, especialmente quando eles toleram graciosamente minhas nascentes habilidades na língua portuguesa e oferecem gentilmente correções e dicas. Adoro que as pessoas comam pão aqui e nem sempre estejam falando sobre a dieta restritiva que estão fazendo. Eu amo que vestir-se é o modo padrão de existência aqui. Eu me sinto mais feliz e não apenas me esforçando para ser feliz.”

Jamie Dixon sente o mesmo.

Caminhando recentemente pela Avenida da República, a estrada à beira do penhasco perto de sua nova casa, repleta de cafés com vista para o mar, ela estava por momentos convencida de que estava de volta a Malibu, em uma espécie de Point Dume no Atlântico. Mas ao atravessar a estrada e vislumbrar as placas portuguesas, lembrou-se que é preciso tempo e paciência para construir uma nova vida numa terra distante.

“Sinto falta de conhecer as pessoas quando vou a um restaurante ou bar. Tenho saudades de brincar no deserto. Sinto falta de Palm Springs. Sinto falta de como é fácil pagar contas ou renovar minha licença. Sinto falta de ser fluente”, disse Dixon. “Levou meses para sentir que mal estamos nos adaptando. Mas me sinto mais seguro aqui saindo sozinho. Estou animado que minha filha vai falar outras línguas.”

Ela estava a caminho de casa para fazer as malas para uma viagem em família a Mallorca, algo que exigiria uma semana de folga e milhares de dólares quando estivesse de volta aos EUA. Dali, seria um passeio rápido de fim de semana barato.

“Eu pensei que LA era o fim de tudo, tudo e o único lugar lá fora”, disse ela. “Mas, às vezes, você precisa dar um salto e perceber que a América não é um lar para sempre.”

 

Texto originalmente publicado no Los Angeles Times.
Leia mais sobre o tema aqui.

Top 7 do Patrimônio Português

By | Artigos, Portugal

A cultura e o patrimônio em Portugal têm características únicas. São o retrato de séculos de troca com outras nações, proporcionadas graças à forte tradição comercial do país e da personalidade desbravadora do seu povo. Estar em Portugal é fazer uma viagem por uma história de conquistas e miscigenações. Dos árabes aos chineses, os portugueses aprenderam com o resto do mundo, assimilaram tradições e formaram um complexo mix que cativa o planeta.

A UNESCO, órgão ligado às Nações Unidas, reconhece a beleza deste patrimônio. Portugal já possui 17 lugares classificados como Patrimônio Mundial da Humanidade. Na lista constam centros históricos, sítios arqueológicos, paisagens culturais e parques naturais. Com tantos cenários bonitos para conhecer, elegemos os 7 mais incríveis lugares classificados pela Unesco que você não pode deixar de visitar.

1. Centro Histórico do Porto

O centro histórico Porto foi distinguido pela UNESCO, em 1996. A área classificada como Património Cultural da Humanidade abrange o Centro Histórico da Invicta, incluindo o casario medieval que se vê na colina descendo da Sé até à Ribeira, e também a Ponte Luís I e o Mosteiro da Serra do Pilar, do outro lado do rio Douro. Vale a pena se perder pelas ruas estreitas e pelas escadarias escondidas, admirando as varandas de ferro e as fachadas com azulejos coloridos. O muro dos bacalhoeiros guarda memórias da muralha do século XIV, que protegia a cidade. Era nesta zona que, no passado, encontravam-se sediados os negociantes de bacalhau. Hoje, é um dos cenários mais concorridos para tirar belas fotos. Não deixe de apreciar a Torre dos Clérigos, as igrejas barrocas, entre outros pontos emblemáticos.

Top 7 do patrimonio portugues

Centro Histórico do Porto visto de Gaia

2. Centro Histórico de Guimarães

Foi aqui que nasceu Portugal, no século XII. Por isso, Guimarães tem um alto valor simbólico para a identidade portuguesa. A cidade está muito bem preservada e reflete bem a evolução da arquitetura civil desde a Idade Média até ao séc. XIX. Seu castelo, do séc. X, é um dos lugares mais visitados pelos turistas e também foi eleito, em 2007, como uma das Sete Maravilhas de Portugal. Com ares de contos de fadas, com direito a muralhas e torres fortificadas, teria sido neste castelo que Dom Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, teria nascido. A poucos passos de distância fica o belo edifício do Paço dos Duques, com suas curiosas chaminés em forma de cilindros, onde hoje funciona um museu. No Largo da Oliveira, coração do centro histórico, brilham a Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, do século X, e o Padrão do Salado, bem em frente, construído para comemorar a vitória na batalha de mesmo nome, ocorrida no século XIV.

Top 7 do patrimônio português

Paços do Conselho, em Guimaraes

3. Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro

Localizado no nordeste de Portugal, a uma distância de cerca de 100km do Porto, estão as vinhas que produzem o famoso Vinho do Porto. É a mais antiga região vinícola demarcada do mundo. Uma das maneiras mais agradáveis de apreciar este cenário é a bordo de um barco Rabelo, antiga embarcação que transportava as barricas de Vinho do Porto. A região está repleta de pousadas de charme, resorts e spas de luxo, num cenário de tranquilidade e romance. Destaque para o Six Sense Douro Valey, com diárias a partir de 700€, que oferece vista panorâmica do vale do Douro, suítes com janelas do chão ao teto, jardins secretos, piscina interior aquecida e até uma biblioteca de vinhos com degustações diárias.

Top 7 de patrimonio portugues

Vale do Douro

4. Mosteiro de Alcobaça

Trata-se de uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português e do primeiro ensaio de arquitetura gótica em Portugal. Localizada entre Lisboa e Coimbra, esta obra foi instalada distante das cidades, para garantir o isolamento dos monges cistercienses. Está inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO desde 1989. Fundada no séc. XII, por doação do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. As dependências medievais ainda conservadas fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitetura portuguesa. A Igreja do Mosteiro de Alcobaça é imensa, tem 106 metros de comprimento e 22 de altura. A verticalidade era uma das características do estilo gótico, pois aumentava a sensação de proximidade com Deus. No entanto, o que mais chama a atenção do visitante neste mosteiro é, sem dúvida, os túmulos do rei Pedro I e sua amada, Inês de Castro, obras-primas da escultura Gótica portuguesa. Vale a pena fazer uma visita guiada para saber mais sobre as características arquitetônicas do espaço e também sobre a trágica história de amor de Pedro e Inês.

Top 7 de patrimonio portugues

Mosteiro de Alcobaça

5. Mosteiro dos Jerónimos

Uma das 7 Maravilhas de Portugal, esta jóia do estilo manuelino está localizada numa das zonas mais qualificadas de Lisboa, junto ao rio Tejo, de onde partiram grandes expedições marítimas. Foi construído de acordo com o desejo do rei D. Manuel I de eternizar o seu governo, perpetuando as glórias alcançadas durante a Era das Descobertas. Foi ocupado pelos monges da Ordem de São Jerónimo que deveriam, entre outras funções, rezar pela alma do rei e prestar assistência espiritual aos navegadores portugueses que partiram dali à procura de novos mundos. Trata-se de um dos mais belos exemplares da arte manuelina, expressão artística genuinamente portuguesa, que faz uma interpretação muito específica do gótico, com uma profusão de detalhes de ornamentação ligadas ao mar, à navegação, e ao reinado de D. Manuel. O Mosteiro também abriga os belos túmulos do navegador Vasco da Gama e do poeta Luís de Camões.

Top 7 de patrimonio portugues

Mosteiro dos Jerónimos

6. Mosteiro da Batalha

Localizado em Leiria, na área central de Portugal, foi erguido por vontade de D. João I, como agradecimento pela vitória dos Portugueses sobre os Espanhóis na Batalha de Aljubarrota no ano de 1385. O Mosteiro de Santa Maria da Vitória (ou da Batalha) nasceu perto do local onde se travou o decisivo combate. Suas obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de diferentes fases de construção. Por conta disto, reúne ddiversas propostas artísticas: o gótico (predominante) manuelino e até um breve apontamento renascentista. É considerado um dos mais belos conjuntos monacais da Europa do fim da Idade Média.

Top 7 do patrimônio português

Mosteiro da Batalha

7. Paisagem Cultural de Sintra

Durante a antiguidade Sintra foi conhecida por “Serra da Lua”, e muitos eram os cultos e rituais que aí se realizavam. Essa foi, inclusive, uma das razões que teria levado a rainha do pop, Madonna, praticante do Cabala, a pagar 7 milhões de euros em um antigo palácio na região. A Paisagem Cultural de Sintra foi classificada pela Unesco em 1995, graças à harmoniosa ligação entre a natureza e a ação do homem que se verifica no local. Em meio à uma exuberante vegetação está o Palácio da Pena, um dos maiores exemplos do revivalismo romântico do séc. XIX em Portugal. O Rei Fernando II soube transformar as ruínas de um mosteiro em castelo repleto de elementos góticos, egípcios, islâmicos e renascentistas. E não apenas este: outras residências de prestígio foram construídas segundo o mesmo modelo na serra e fizeram deste local um exemplo único de parques e jardins que influenciou diversas paisagens na Europa. A especificidade patrimonial de Sintra afirma-se sobretudo na sua paisagem, inundada de quintas, palacetes, igrejas, parques, jardins, fontes e espaços bucólicos.

Top 7 do patrimônio português

Foto: http://paisagemcultural.sintra.pt/

Vantagens de Obter a Cidadania Portuguesa: Principais Benefícios

By | Artigos, Nacionalidade Portuguesa, Portugal

Muitos brasileiros que decidem mudar para Portugal têm cidadania portuguesa ou fazem o pedido quando já vivem no país. Ter a cidadania pode proporcionar muitas facilidades para quem deseja viver no país e é sobre isso que vamos falar. Neste artigo, nós contamos algumas das principais vantagens de obter a cidadania portuguesa e conversamos com algumas pessoas que vivem essa experiência na prática.

 

Principais vantagens de obter a cidadania portuguesa

Como dissemos, ter a cidadania portuguesa pode facilitar bastante a vida de quem decidiu sair do Brasil para morar em Portugal. Entre as diversas vantagens de ser um cidadão português, as principais são:

1. Viver como um cidadão europeu

Ao ter cidadania portuguesa, você pode desfrutar dos mesmos direitos (e deveres) de um cidadão dos outros países da União Europeia. Terá, por exemplo, direito a pagar os mesmos impostos, participar de concursos públicos, utilizar a saúde pública e circular livremente entre os países do bloco Europeu apenas com o seu cartão de cidadão (como a nossa carteira de identidade).

Além disso, você poderá usufruir da qualidade de vida do país, que é reconhecido pela sua segurança, baixo custo de vida e serviços públicos de qualidade (como saúde e educação).

2. Lidar com menos burocracias

Quem é cidadão português terá que lidar com menos burocracias, em comparação aos imigrantes que têm autorização de residência, por exemplo.

As pessoas que vivem em Portugal com autorização de residência precisam renovar essa autorização a cada período de 1, 2 ou 3 anos, dependendo do tipo de autorização que tem. Quem é cidadão nacional não precisa mais passar por esse procedimento nem lidar com o SEF (serviço de imigração em Portugal).

3. Ter o direito de passar a nacionalidade para os seus descendentes

Outra vantagem de ter a cidadania portuguesa é adquirir o direito de repassar a nacionalidade para os filhos. Se você já tiver filhos ou pretender ter, eles também terão direito à cidadania.

4. Poder morar em outros países da Europa

Quem tem cidadania portuguesa pode escolher viver em qualquer um dos 27 países que fazem parte da União Europeia, tendo direito a estudar e trabalhar nesses locais.

Para isso, basta seguir o procedimento de fazer o registro como residente no outro país. O registro não é exigido nos três primeiros meses, mas se você decidir ficar no país após esse período, deve se registrar para regularizar a sua permanência.

O pedido é bem simples, e você receberá o Certificado de Registro, que tem o custo máximo de um documento de identificação do país.

Documentos necessários

Além do passaporte português ou de outra identificação válida, também poderá ser necessário apresentar um documento conforme a sua situação, como:

  • Contrato de trabalho ou certidão de emprego;
  • Documento que comprove ser trabalhador por conta própria;
  • Comprovante de subsistência (para aposentados);
  • Certidão de inscrição em estabelecimento de ensino.

No site oficial da União Europeia, é informado que não podem ser exigidos outros documentos além destes, já que você – como cidadão europeu – tem direito a transitar entre os países que fazem parte do bloco.

5. Pagar valores mais baixos para estudar

Os estudantes que têm cidadania portuguesa têm direito a pagar valores de propinas (anuidade) mais baixos. Sendo um estudante nacional, é possível pagar o mesmo valor que é cobrado aos demais estudantes portugueses.

Para quem tem o desejo de fazer uma formação no país, é uma grande vantagem. Os valores são muito mais em conta.

Apenas para que você tenha uma ideia comparativa. Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), um curso de licenciatura custa 697€ para estudantes nacionais e 1925€ para estudantes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na qual os estudantes brasileiros se enquadram).

Veja também outras vantagens de estudar em Portugal com cidadania portuguesa.

6. Ter acesso a bons serviços de saúde

Se você tem cidadania e vai morar em Portugal, poderá ter acesso a serviços públicos que são oferecidos com qualidade e com preços baixos. A saúde pública é um excelente exemplo.

O Sistema Nacional de Saúde (SNS) funciona muito bem e você pode depender exclusivamente dele, se quiser (sem precisar contratar um seguro privado de saúde). Alguns serviços do SNS são gratuitos e outros têm valores bem acessíveis. Os exames solicitados pelo médico do Centro de Saúde, por exemplo, não têm nenhum custo.

Além disso, as medicações prescritas costumam ter boa parte do custo subsidiado pelo governo. As comparticipações, em alguns casos, podem chegar a até 90% do valor do remédio.

Opinião de quem vive em Portugal: as vantagens de obter a cidadania portuguesa

Para poder falar melhor sobre isso e saber como essas vantagens funcionam na prática, conversei com alguns brasileiros que têm cidadania portuguesa e aceitaram compartilhar um pouquinho das suas histórias.

1. Brasileiros com cidadania portuguesa por descendência

Como foi a sua aquisição de cidadania portuguesa?

Tiago: obteve a cidadania por descendência, já que ele é neto de um cidadão português. Já adulto, ele percebeu que ter a cidadania o possibilitaria ter mais facilidade burocrática para poder viver em outros países. Fez o processo ainda no Brasil, em pouco mais de 1 ano. Ele e a esposa mudaram para Portugal depois que o processo foi finalizado.

Gabriel: a aquisição foi por descendência, já os seus avós são portugueses. Quando se mudou para Portugal já tinha cidadania reconhecida e passaporte.

Luiza: obteve a cidadania por descendência. Na primeira vez que veio a Portugal, chegou ao país como turista porque ainda não tinha o reconhecimento da cidadania, o que só aconteceu 1 ano mais tarde. Após vários meses de espera e alguma demora no processo, optou por retornar ao Brasil para finalizar os trâmites.

Quais são as maiores vantagens de obter a cidadania portuguesa?

Tiago: para ele a maior vantagem é a segurança emocional e o fato de se sentir seguro como imigrante. Entretanto, ele ressalta que apesar de ter a nacionalidade, ainda é visto como um brasileiro: “continuo com os mesmos bônus e ônus em termos sociais, sendo ou não um nacional”. Em relação às vantagens práticas, ele mencionou a facilidade de ter um cartão de cidadão e os valores mais baixos pagos na universidade.

Gabriel: ele citou várias vantagens, como a facilidade com documentação e burocracias em geral e o fato de não precisar fazer renovação de autorização de residência. Gabriel também lembrou que quem tem cidadania portuguesa tem mais facilidade para conseguir fazer um financiamento ou obter crédito bancário.

Luiza: ela também mencionou como grande vantagem a diminuição dos processos burocráticos em comparação com quem não tem cidadania, como as renovações de autorização de residência, além das dificuldades para obter NIF e fazer cadastramento em um Centro de Saúde.

Há quanto tempo vive em Portugal e por qual motivo escolheu o país?

Tiago: mora em Portugal desde 2017 e conta que se mudou porque queria viver no país e desejava poder vivenciar uma experiência menos desigual. Além disso, ele está em fase de conclusão do mestrado.

Gabriel: ele vive em Portugal há 2 anos e meio e decidiu mudar para o país para estudar e trabalhar. Como ele já planejava mudar há algum tempo, agilizou o processo de obtenção de cidadania e depois conseguiu uma proposta de emprego.

Luiza: ela e a companheira vieram ao país pela primeira vez em 2015, muito em função da falta de segurança que sentiam no Brasil. Primeiramente, elas vieram fazer uma residência artística, que deu origem a outra. Estabelecidos bons contatos pessoais e profissionais, as duas decidiram imigrar e estabelecer residência fixa em Portugal.

2. Brasileiras com cidadania portuguesa por casamento

Como foi a sua aquisição de cidadania portuguesa?

Luana: “Adquiri minha cidadania por casamento. Apesar de ter ascendência portuguesa, espanhola e italiana, a família do meu marido já estava com o processo muito adiantado”. Por conta da facilidade e da agilidade do processo, Luana preferiu obter a cidadania através do casamento. Quando mudou para Portugal, ela ainda não tinha cidadania portuguesa. Veio para o país com outro visto e precisou esperar 3 anos até finalizar o processo.

Carmelita: aconteceu através do casamento. A união com o marido português foi celebrada no Brasil e reconhecida em Portugal após a mudança do casal.

Quais são as maiores vantagens de obter a cidadania portuguesa?

Luana: “há as vantagens de pagar o menor valor das propinas universitárias, de gozar dos direitos de saúde e outros benefícios”. Entretanto, Luana destacou que, apesar das facilidades burocráticas, ela sente que não deixa de ser brasileira aos olhos dos portugueses.

Carmelita: segundo ela são muitas vantagens, mas destaca o acesso à saúde e a segurança que se sente em Portugal. Segundo Carmelita, outra grande vantagem é a facilidade de circulação pela Europa.

Há quanto tempo vive em Portugal e por qual motivo escolheu o país?

Luana: vive em Portugal há 6 anos. Mudou para o país com o objetivo de estudar. Quando chegou fez o mestrado e agora está fazendo o doutorado.

Carmelita: vive em Portugal há 44 anos e é aposentada. Veio para Portugal acompanhando o marido (que é português e vivia no Brasil). Ela conta que, quando chegou, se encantou com o país, começou a trabalhar e decidiu ficar e fazer a vida do lado de cá do oceano.

3. Brasileiro com cidadania portuguesa por tempo de residência

Como foi a sua aquisição de cidadania portuguesa?

Nelson: a aquisição de cidadania foi por tempo de residência, em consequência do período em que cursou mestrado e doutorado em Portugal. Depois de viver alguns anos no país, ele conseguiu obter a cidadania portuguesa.

Quais são as maiores vantagens de obter a cidadania portuguesa?
Nelson: para ele as principais vantagens são a diminuição da burocracia e a possibilidade de viver e trabalhar em qualquer país da União Europeia. Nelson também lembrou que o passaporte português permite visitar países como Estados e Canadá sem a necessidade de solicitar visto.

Há quanto tempo vive em Portugal e por qual motivo escolheu o país?

Nelson: vive em Portugal desde 2010, mas já havia morado no país em 2006. Veio para fazer mestrado e doutorado, tendo feito essa escolha por conta da segurança pública e das relações pessoais que construiu desde a sua primeira estadia.

O lado profissional também pesou bastante na decisão: “sentia que era possível escalar uma carreira como investigador científico. Atualmente sou investigador Jr. na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e pesquisador pós-doutoral do LAQV/REQUIMTE”.

Como adquirir a cidadania portuguesa

A cidadania portuguesa pode ser obtida de várias formas, que estão definidas na Lei da Nacionalidade. Listamos abaixo as hipóteses:

Por descendência: quem é descendente de português pode ter direito. Se você é neto de um português pode obter a cidadania portuguesa diretamente. Se for bisneto, por exemplo, pode conseguir, desde que seus antecessores também tenham o reconhecimento;
Por tempo de residência: pode ser concedida a quem more legalmente em Portugal há pelo menos 5 anos;
Através de casamento ou união de fato: quem é casado ou vive em união de fato com um cidadão português (há pelo menos 3 anos) pode solicitar a cidadania;
Filho de imigrantes nascido em Portugal: desde que os pais da criança morem legalmente em Portugal há pelo menos 1 ano;
Por adoção: essa hipótese é válida para pessoas que tenham sido adotadas por um cidadão português antes de completar 18 anos e antes de 8 de outubro de 1981;
Sendo descendente de judeus sefarditas: o governo concede nacionalidade a estes descendentes se comprovarem sua origem através de um certificado que é emitido pela Comunidade Judaica (no Porto ou em Lisboa);
Por investimento (Golden Visa): cidadãos que tenham o visto de investidor e mantenham o investimento por 5 anos também têm direito a solicitar cidadania.

Se você também tem direito a cidadania portuguesa (ou precisa descobrir se tem), indicamos fazer todo o processo acompanhado por uma assessoria especializada.

Fale agora com um de nossos consultores.

Entenda também se existe diferença entre naturalização e cidadania portuguesa.

Vale a pena ter cidadania portuguesa?

Com todos estes depoimentos, podemos dizer que existem muitas vantagens de obter a cidadania portuguesa, não é mesmo? Se você pretende morar em Portugal e tem direito à cidadania por descendência, recomendamos que organize a sua documentação.

 

Artigo originalmente publicado pelo site Euro Dicas.

Tudo o que Você Precisa Saber Sobre o Visto D7 

By | Artigos, Vistos para Portugal

O Visto D7 é uma modalidade de visto que é destinado à quem possui rendimentos passivos próprios e que, desta forma, pode não apenas se sustentar como também gastar o seu dinheiro no país, como é o caso dos aposentados.  

Naturalmente, quanto mais renda você tiver maior a probabilidade de êxito no seu pedido de visto. Da mesma forma, rendas estáveis e recorrentes são sempre preferíveis à vista do governo português. Contudo, objetivamente, para estar apto a realizar um pedido de Visto D7 é necessário comprovar, pelo menos, uma renda passiva mínima de 705€ (atual salário mínimo português), com a seguinte valoração per capita em cada agregado familiar:

  1. Primeiro adulto 100 %;
  2. Segundo ou mais adultos 50 %;
  3. Crianças e jovens com idade inferior a 18 anos e filhos maiores a cargo 30 %.

Além dos aposentados, quem mais pode obter um visto D7?

O visto D7 está destinado para detentores de rendas passivas, ou seja, provenientes de um investimento que traz retorno ao longo do tempo, sem que seja necessária uma contínua e direta intervenção da pessoa. São exemplos de renda passiva: pensões, aposentadorias, aluguéis de imóveis, lucros e dividendos de empresas; rendimentos provenientes de fundos de investimentos e aplicações em bolsa de valores, e rendimentos com origem em propriedade intelectual ou industrial. 

Esses rendimentos devem corresponder pelo menos ao valor mínimo previsto na lei para o requerente estar apto a fazer o pedido. Mas nem sempre basta ter o mínimo: esta análise cabe ao governo e pode ser, de certo modo, discricionária. Para que o visto seja aprovado, o seu perfil é analisado, assim como  a sua renda passiva (valores, fontes, etc). Deste modo, renda mais altas e mais estáveis têm mais chances de deferimento.

 

Nômades digitais também podem solicitar o Visto D7?

O posicionamento dos Consulados de Portugal tem sido efetivamente variável. Embora não se trate de uma renda passiva, o salário oriundo de trabalho remoto também tem sido aceito por alguns Consulados em países como EUA, Reino Unido, Canadá e Rússia. No entanto, até o presente momento o Consulado de Portugal no Brasil não está emitindo visto D7 para trabalhadores remotos.

 

Quais são os principais requisitos para obter um visto D7?

  • Comprovativo de renda passiva: o rendimento mínimo necessário varia de acordo com a quantidade de pessoas que compõem o agregado familiar do requerente. No caso do indivíduo isolado, é preciso comprovar renda mensal de pelo menos 705€ por um período mínimo de um ano, com o depósito de 12x o salário mínimo em conta portuguesa (EUR 8.460)
  • Comprovativo de alojamento
  • Comprovativo de seguro de saúde (ou PB-4, no caso de brasileiros aplicando no Brasil)


Quais os valores que devo comprovar se quiser levar minha família para Portugal?

  • Primeiro adulto (requerente): 12 vezes 100% do salário mínimo vigente (705€ em 2022) = 8.460€/ano;
  • Segundo adulto: 12 vezes 50% do salário mínimo vigente (352,5€) = 4.230€/ano;
  • Cada criança e jovens com idade inferior a 18 anos e maiores a cargo do requerente: 12 vezes 30% do salário mínimo vigente (211,5€) = 2.538€/ano.

 

Quais as vantagens do Visto D7 em relação ao Golden Visa e aos demais tipos de visto? 

Para o D7, não há necessidade de realizar um investimento no país antes do pedido de visto, para que o seu requerente passe a ser elegível, ainda que possa fazer caso assim desejar. 

Frente ao Golden Visa, a principal vantagem do visto D7 prende-se na mesma não necessidade de se realizar nenhum investimento prévio no país (ainda que também esteja habilitado para tal). Além disso, o processo de obtenção do visto de rendimento passivo D7 é consideravelmente mais rápido e acarreta menos custos que o do Golden Visa e dá direito aos principais benefícios de residência em Portugal. 

 

Qual o valor mínimo a ser depositado na conta corrente do titular do visto, caso ele pretenda vir juntamente com sua esposa, seu filho menor e seu filho maior de idade? 

O montante mínimo a ser depositado deve ser de 12 vezes o salário mínimo de Portugal para o requerente. No caso do segundo adulto o valor cai pela metade. Já os filhos, devem comprovar 30% desse valor. Desse modo: 

  • Primeiro adulto (requerente): 100% do salário mínimo vigente (705€ em 2022) x 12 = 8.460€/ano;
  • Segundo adulto: 50% do salário mínimo vigente (352,5€) x 12 = 4.230€/ano;
  • Cada criança e jovens com idade inferior a 18 anos e maiores a cargo do requerente: 30% do salário mínimo vigente (211,5€) x 12 = 2.538€/ano.

Neste caso, o montante mínimo a depositar seria de 17 766€.

 

Quais são os requisitos referentes à presença física para o Visto D7?

Para manter a sua autorização de residência renovável, é preciso permanecer em Portugal por um mínimo de 6 meses consecutivos ou  8 meses interpolados no país, dentro período total de validade total da autorização de residência temporária (AR), sendo que a primeira AR tem duração de dois anos. O não cumprimento deste requisito pode levar à não renovação da autorização de residência. Para quem não pretende ou não pode passar o período mínimo exigido por lei em Portugal, recomendamos o Golden Visa Português, que possui exigência de permanência de apenas 14 dias durante a validade da Autorização de Residência (que é de 2 anos). 

 

Preciso comprar um imóvel para solicitar o Visto D7?

Não. No entanto, é necessário apresentar comprovante de acomodação em Portugal. Esse comprovante pode ser, por exemplo, um contrato de aluguel.

O seguro de saúde privado é obrigatório para requerentes de Visto D7? Isso vale também para os brasileiros? 

Para requerentes do Visto D7 é necessário um seguro de viagem válido que permita cobrir as despesas necessárias por razões médicas, incluindo assistência médica urgente e eventual repatriamento em caso de morte. No caso dos brasileiros que estão aplicando no Brasil, o documento pode ser substituído pelo PB4, emitido pelo Ministério da Saúde do Brasil. 

 

Quais as principais formas de comprovação de alojamento em Portugal, para fins de pedido de Visto D7? 

Atualmente, para o requerente solicitar o visto de residência D7 para morar em Portugal, um dos documentos exigidos é o comprovativo de alojamento. Há três opções:

  • Carta-convite fornecida por um residente legal ou cidadão português;
  • Contrato de arrendamento de um imóvel em nome do solicitante do visto por pelo menos 12 meses;
  • Escritura do imóvel que o utente tenha comprado em seu nome.

Na prática, a aceitação de cada um dos documentos tem variado bastante a depender da nacionalidade e/ou local de residência do requerente. Aplicantes dos EUA e Reino Unido, têm tido maior flexibilidade das autoridades. No Brasil, por exemplo, a carta convite já não vem sendo mais uma possibilidade.

As escrituras públicas são os documentos com maior grau de aprovação pelos Consulados, seguidos dos contratos de arrendamento.

 

Qual a validade inicial da autorização de residência para detentores de renda? 

Atualmente, a respectiva Autorização de Residência tem validade inicial de 2 anos.

 

A autorização de residência para detentores de renda é renovável? Após a renovação qual a sua validade? 

Sim, ela pode ser renovada 1 vez pelo período de 3 anos. Após este prazo, a renovação acontece a cada 5 anos, e depois de 5 anos de residência legal é possível solicitar a nacionalidade portuguesa, por naturalização. 

 

O Visto D7 permite ao seu titular trabalhar em Portugal? E aos seus familiares? 

Sim! Em Portugal o  Visto D7 permite ao seu titular trabalhar no país, assim como aos familiares reagrupados.

 

É possível solicitar uma autorização de residência para detentores de renda própria, sem prévio pedido de visto D7? 

Não. A autorização de residência para detentores de renda passiva obrigatoriamente precisa derivar de um visto D7, requerido e deferido no país de residência. 

 

O requerente tem que ter “ficha limpa” para solicitar o visto D7? O que isso significa?

Para requerer o Visto D7 é preciso apresentar atestado de antecedentes criminais, emitido pelo país de nacionalidade ou onde  resida por mais um ano. A data de emissão do atestado deve ser inferior a 90 dias em relação à data da apresentação do documento. Para que o visto seja aceito, o requerente não pode ter sido condenado por crime que em Portugal seria punível com pena privativa de liberdade de duração superior a  1 ano, independente de ter cumprido ou não a pena. 

Americanos buscam o Golden Visa Portugal

By | Artigos, Golden Visa, Imobiliário, Investimentos

Parece que 2022 será o ano dos americanos em Portugal. O país tem se tornado um dos destinos de recolocação mais populares do mundo. E as razões são muitas. Cenários idílicos, segurança, benefícios fiscais generosos, e um dos mais baixos custos de vida da Europa Ocidental. Para quem se resolve viver em Portugal, existe a opção de solicitar a cidadania portuguesa após apenas cinco anos de residência legal – um dos prazos mais rápidos da União Europeia. Isso sem falar nos benefícios da cidadania portuguesa; mais liberdade de viagem, melhor escopo para planejamento tributário, maior qualidade de vida e acesso a um porto seguro.

Americanos no topo do ranking do Golden Visa Portugal


Portugal é um bom lugar onde viver e aplicar capital. Os americanos estão, cada vez mais, se dando conta disso, e já representam quase um quarto do número de investidores do Golden Visa Portugal em 2022, segundo os dados divulgados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SEF.  Somente nos 4 primeiros meses de 2022, 78 americanos já adquiriram o Golden Visa Portugal, o que representa mais de 20% do total de atribuições.

Durante todo o ano de 2021 foram concedidas 102 Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) para cidadãos provenientes dos Estados Unidos, o que já era um número histórico:  em 2020, foram 75 e em 2019, 65. 

 

Total de Autorizações de Residência por Investimentos Concedidas Autorizações de Residência por Investimentos Concedidas a Americanos
Janeiro/ 20229417
Fevereiro/ 20229421
Março/ 2022 7314
Abril/ 202212126

Fonte: SEF

 

Golden Visa Portugal eleito o melhor programa de residência por investimento do mundo

 

Portugal na rota dos investidores e aposentados


A entrada legal de americanos em Portugal não vem acontecendo somente através da Autorização de Residência por Investimento – ARI. Muitos deles estão chegando no país com o Visto D7, que é voltado para detentores de renda passiva. A atratividade é fácil de explicar: o rendimento médio nos Estados Unidos costuma ser bem mais elevado que em Portugal, fazendo com que este seja um excelente país para os expatriados americanos viverem como aposentados, mantendo um elevado padrão de vida. Foi eleito em 2022 pela
International Living o 4º melhor destino do mundo para se aposentar, e já havia sido citado nos últimos anos em listas semelhantes divulgadas por diferentes publicações e sites. Em 2020, a Forbes chegou a eleger Portugal como o destino de melhor valor na Europa Ocidental da atualidade. “Um lugar onde não só os dólares realmente valem, mas onde a qualidade de vida é alta, a saúde é excelente e de baixo custo, o ritmo é lento e agradável e a população é infinitamente acolhedora”, resumiu a publicação. 

 

Saiba quem pode requerer o visto D7

 

Por que os Americanos estão escolhendo Portugal?

A lista de razões é muito grande, listamos aqui algumas das motivações mais citadas pelos expatriados:

Bom clima

Em Portugal há bastante sol. A média é de 300 dias de sol por ano, um dos valores mais altos da Europa! Portugal tem um clima temperado e as estações são bem divididas. Os verões são quentes e secos e os invernos frios e úmidos. 

Cuidados de saúde gratuitos

Em Portugal, os cuidados de saúde são de alta qualidade e uma fração do custo nos EUA. E se você se tornar um residente permanente, poderá aceder ao sistema nacional de saúde, de caráter universal e praticamente gratuito. 

Saiba tudo sobre saúde em Portugal

Segurança 

Em 2021, Portugal foi considerado o 4º país mais pacifico do mundo, segundo ranking do Instituto de Economia e Paz (IEP), que afere os níveis de paz mundial. Além de ser um país muito pacífico, a sua criminalidade geral também é baixa.

Educação de qualidade e a baixo custo

Muitas famílias americanas vêm a Portugal também pensando na educação dos filhos. A escola pública é gratuita e de qualidade até o 12º ano. E as universidades são muito mais baratas que nos Estados Unidos. 

Reduzido custo de vida

Viver em Portugal chega a custar um terço de viver em cidades dos Estados Unidos, em especial, na Califórnia. Desse modo, ter salários no padrão americano e despesas no padrão português é um excelente negócio. 

Leia nosso artigo sobre custo de vida: Portugal x EUA


Alimentação segura

Portugal tem padrões sanitários e de bem-estar animal muito rigorosos. Alimentos são devidamente rotulados, muitos pesticidas são proibidos pela União Europeia, o que permite uma alimentação muito mais saudável. Em algumas regiões, como a Madeira, os produtos cultivados localmente (como bananas e abacates) são abundantes e de baixo custo.


Lazer e qualidade de vida

Neste pequeno tesouro ibérico há todo tipo de esportes náuticos, os melhores campos de golf do mundo, natureza, qualidade de vida, vinhos e uma gastronomia inigualável. É um país que valoriza a família, com muitos parques públicos, que preserva seu patrimônio, com muitas atividades culturais voltadas para suas comunidades e que respeita as diferenças. 

Portugueses falam inglês

Portugal é o sétimo país onde melhor se fala inglês no mundo, de acordo com o relatório EF English Proficiency Index (EF EPI).

Facilidade nos processos 

Sabemos que o processo de mudança pode ser trabalhoso e com muita papelada envolvida. Apesar disso, Portugal apresenta algumas vantagens face a outros países em relação aos seus programas de imigração. O Estatuto do Residente Não-Habitual prevê benefícios fiscais por um período de 10 anos a pessoas singulares que não tenham sido tributadas como residentes fiscais portugueses nos cinco anos anteriores. O Golden Visa Portugal possui valores de investimento baixos, comparativamente com programas de outros países, além de permitir reagrupamento familiar e a possibilidade de trabalhar no país. As suas taxas consulares também estão entre as mais baixas da Europa.

Portugueses são hospitaleiros e respeitam as diferenças

Os portugueses são muito acolhedores e recebem bem todos os visitantes. O aumento do turismo está aí para comprovar. É verdade que a fama do país foi também resultado da explosão de artigos internacionais sobre suas cidades, e inúmeros prêmios de turismo recebidos nos últimos anos. Mas se os turistas não fossem recebidos tão calorosamente como são, independentemente da quantidade de prémios que Portugal arrecadasse, os resultados nunca seriam estes. 

Portugal é um país que respeita as diferenças, e até apareceu no 1.º lugar de uma lista de 65 países amigáveis para imigrantes, de acordo com um estudo da Inter Nations, divulgado em 2018 na revista Forbes. O estudo mostra que 94% dos habitantes têm atitude amigável em relação aos expatriados, e que quase metade dos expatriados consideram ficar para sempre no país. Não é incrível? Não é a tôa que Portugal seja o 5º melhor país para expatriados no ranking do Expat Insider 2021.

Legislação favorável à imigração

O país possui uma legislação nacional favorável à imigração, permitindo a regularização com relativa facilidade de estrangeiros. Acolhe como nacionais aqueles que residem no país há mais de cinco anos. Possui diferentes vistos para quem decide entrar legalmente no país, seja para trabalhar local ou remotamente, estudar, viver como aposentado ou investir.  

 

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“A verdadeira pressão sobre a Rússia tem de ser militar”

By | Artigos

Apresentador do programa GPS na CNN e colunista do Washington Post sobre política internacional, Fareed Zakaria vai ser o principal orador da QSP Summit, conferência de gestão e marketing que decorrerá no Porto em junho (28 a 30), e concedeu uma entrevista telefónica ao DN para abordar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia.

 

Fareed Zakaria

 

Temos já 70 dias de guerra na Ucrânia e muito aconteceu desde finais de fevereiro, desde o reforço da NATO à mudança na política de defesa na União Europeia ou à disrupção no mercado de energia… É toda uma nova ordem global que está em jogo na Ucrânia?

Eu diria mais que está em jogo uma nova desordem global. Porque o que está a acontecer é que a ordem mundial pós-Guerra Fria foi rompida. E essa ordem estava baseada na ideia de que não havia nenhuma grande disputa geopolítica entre as maiores potências mundiais. Os países mais poderosos do mundo não estavam em competição geopolítica ativa. Nos anos 90, a Rússia era um caixote do lixo, a economia tinha contraído uns 50%, a China valia 1% do Produto Interno Bruto mundial e as outras grandes potências eram aliadas próximas dos EUA: Alemanha, França, Japão, Reino Unido… Foi um período muito pouco usual na História. E permaneceu durante 30 anos, apesar de a China ter crescido e de a Rússia ter reerguido a sua economia, porque o domínio dos EUA era muito evidente.

O que é importante perceber é quão raro esse período foi na História mundial. Tivemos muito poucas eras de ausência de competição geopolítica. Se recuarmos, durante a Guerra Fria houve muita geopolítica, antes disso tivemos a II Guerra, e antes disso a I Guerra, e antes disso 400 anos de impérios europeus a competir uns contra os outros. Por isso, este período de 1990 a 2020 é um período muito pouco habitual na História. Ou seja, estamos a voltar a um período mais normal, mas este processo de volta vai ser muito desordeiro. Temos uma Rússia revanchista a tentar reconquistar alguma da sua glória passada, temos a China a tentar crescer, mas também países como a Índia, o Brasil ou a Turquia, que são potências emergentes no palco global. Por isso digo que há um elemento de desordem a quebrar o sistema instalado no pós-Guerra Fria.

Nesta nova competição geopolítica, o que está em causa na Ucrânia é uma espécie de momento definidor sobre que modelo prevalece no xadrez geopolítico mundial: autocracia ou democracia? Ou trata-se antes da obsessão revivalista de um dos últimos imperialistas, Vladimir Putin?

É uma boa questão. Eu penso que não se trata verdadeiramente de um confronto de modelos entre autocracia e democracia. Sei que Joe Biden gosta de evocar isso e há um elemento de verdade nisso, mas a divisão fundamental é entre Estados que acreditam num sistema internacional aberto baseado em regras e Estados que querem destruir esse sistema internacional baseado em regras. E a Rússia é um país que não está contente com este sistema. A razão pela qual não está satisfeita é porque, como disse, é uma potência imperialista, em muitos sentidos a última potência imperialista multinacional.

Se pensarmos nos últimos 100 anos, temos a história do colapso dos grandes impérios multinacionais. Na I Guerra tivemos a queda do império austro-húngaro, o império otomano, o próprio império russo, a certo ponto, que depois se reconstituiu na União Soviética. Depois da II Guerra tivemos o colapso dos impérios britânico, francês, neerlandês. No final da Guerra Fria o império soviético caiu. Mas há ainda uma grande nostalgia imperialista. O que Putin está a fazer não é tanto tentar reconstruir a União Soviética, mas reconstituir o império dos czares. Vemos o que ele está a tentar fazer: Bielorrússia, Geórgia, Chechénia… e no coração de tudo está a Ucrânia. Mas para reconstituir esse império não se pode viver dentro de uma ordem internacional baseada em regras que estabelecem que não deve haver alterações de fronteiras baseadas no uso da força, que diz que a soberania dos Estados é importante, que diz que não deve haver agressões. Tudo isto são obstáculos. Por isso a Rússia tornou-se no principal ator disruptor do sistema internacional.

Penso que esse é um ângulo de análise mais correto, porque há países, como a China, que, embora sendo autocracias, beneficiaram com um sistema mundial baseado em regras – ascendeu e tornou-se mais rica assim. Não está na mesma página que a Rússia. Pode querer apoiar a Rússia, porque não gosta do Ocidente e da América, mas está a jogar um jogo muito cuidadoso. Está sentada sobre a cerca, a ver o que dá. Podemos dizer o mesmo sobre a Índia, ou o Brasil, ou a África do Sul. São países que estão a meio da ponte [neste conflito], porque por um lado querem uma ordem internacional regrada e por outro veem com bons olhos o desafio da Rússia à hegemonia dos EUA.

Como vê então o papel da China nesta crise, depois de ter assinado um acordo de amizade “sem limites” com a Rússia pouco antes da invasão? A China é, de facto, o guarda-costas da Rússia na cena mundial ou está apenas a aproveitar-se deste fator de distração para o Ocidente?

É uma relação complicada. A um nível ideológico, China e Rússia têm muitas semelhanças: ambas são autocracias, ambas suspeitam das democracias ocidentais ou da democracia em si mesma. Por outro lado, são muito diferentes do ponto de vista estratégico. A Rússia é um país em declínio. Se pensarmos na economia russa, não é particularmente impressiva, basicamente depende dos recursos naturais. Mesmo tendo 11 fusos horários diferentes e 150 milhões de pessoas, a economia russa tem sensivelmente a mesma dimensão que a neerlandesa. Se pensarmos em termos demográficos, está em declínio; se pensarmos em tecnologia, não é propriamente impressionante. A única área em que a Rússia tinha um poder extraordinário era a nível militar, e mesmo isso estamos a ver que a Rússia não tem propriamente um novo Exército Vermelho.

A China, por seu lado, é uma superpotência em ascensão, tem uma força enorme em termos económicos, tecnológicos e, pelo que sabemos, o Exército chinês também é bastante poderoso. E a China tira benefícios enormes da estabilidade e da paz num sistema internacional aberto. A Rússia beneficia do contrário, tradicionalmente ganha com a disrupção da estabilidade internacional que faz os preços da energia subirem, e a Rússia é uma economia baseada na energia. Sempre que os preços sobem, agradece. Portanto, a Rússia e a China têm fundamentos estratégicos muito diferentes.

O que se vê agora é que a China está a dar à Rússia apoio ideológico, mas não muito apoio material. Eles assinaram um acordo “sem limites”, mas nós estamos a ver os limites. A China não está a fornecer armas à Rússia nem ajuda financeira. As empresas chinesas estão a observar e a manter as sanções à Rússia, não estão a furar essas sanções. Portanto, estamos a ver esses limites poucos meses após a assinatura desse acordo “sem limites”.

A crise na Ucrânia reaproximou os EUA dos seus aliados europeus e da NATO. Pode a China estar a tentar beneficiar desse desvio de atenção de Washington da zona da Ásia-Pacífico, onde esteve mais centrada nos últimos anos?

A prioridade estratégica da China é desviar os EUA do palco da Ásia-Pacífico e reunificar-se com Taiwan. De preferência de forma pacífica, mas objetivamente por qualquer meio. Se pensarmos que esse é o principal objetivo, e está muito claro que o é, então qualquer coisa que distraia os Estados Unidos é boa para os intentos da China. Muitas pessoas não percebem que a razão pela qual a China apoia a Rússia é porque a Rússia ocupa as atenções dos EUA do ponto de vista geopolítico, económico, militar, levando-os a desviar recursos para uma área fora da Ásia. O que, do ponto de vista chinês, é benéfico.

Por outro lado, há um elemento para o qual a China deve estar a olhar muito atentamente, que são os custos de uma conquista militar em locais onde há um grande sentimento de nacionalismo, solidariedade e resistência. A China deve estar a olhar para o que a Ucrânia está a fazer e a pensar duas vezes sobre a ideia de uma vitória militar rápida e fácil sobre Taiwan.

Num dos seus últimos artigos no Washington Post escreve que a única saída para este conflito é colocar pressão suficiente sobre a Rússia de forma a forçá-la a querer sentar-se à mesa das negociações. Como é que isso pode ser conseguido nesta altura? Pelo boicote à energia?

Penso que nesta altura a principal pressão vai ter de ser militar. O que significa que o que temos de ver é as forças russas no Sul da Ucrânia sofrerem perdas militares, o que não está realmente a acontecer até agora. Há alguns sinais, eles estão a ter grandes dificuldades para se expandirem e tomarem Mariupol ou uma cidade como Kharkiv, mas estão a massacrar e a destruir grande parte da Ucrânia, estão a penetrar fortemente em partes do Donbass. Por isso diria que é preciso mais. É preciso dar à Ucrânia a capacidade de lançar contra-ataques, reconquistar território, para que o Exército russo sofra realmente perdas significativas. É preciso criar na Rússia um sentimento de que o tempo não está do lado deles e que se este conflito se prolongar muito eles vão começar a perder território. Essa é a principal pressão que se pode colocar sobre a Rússia.

Porque a outra fonte de pressão, que é negar-lhe recursos sobre a energia… vejamos, o mundo está a enviar para a Rússia 350 mil milhões de dólares todos os anos pelo acesso à energia, e isso não vai mudar drasticamente nos próximos tempos. Podemos ter o boicote europeu ou o quer que seja, mas continuaremos a ter centenas de milhões de dólares a irem para a Rússia: os chineses vão comprar, os indianos vão comprar, os brasileiros vão comprar. Penso que deveríamos ser realistas quanto a isso e perceber que a verdadeira pressão vai ter de ser militar, e não económica.

Considera então que um embargo do Ocidente ao petróleo e gás russos arrisca-se a ser um fardo mais pesado para o Ocidente do que para a própria Rússia, ainda para mais numa altura em que o relacionamento dos países aliados com outros mercados de energia, como Arábia Saudita, Venezuela ou Irão, estão num ponto baixo?

É uma interrogação muito válida nesta altura. Se o Ocidente não for capaz de orquestrar uma resposta coordenada neste domínio da energia, isso apenas causará prejuízos ao próprio Ocidente. Não tanto à Rússia, porque o preço da energia vai subir e a Rússia acabará por obter a mesma receita ou ainda mais, mesmo vendendo menos. Isso é um ponto em que o Ocidente tem de pensar muito bem. Se realmente é para reduzir a dependência da energia russa, como a Europa quer fazer, há que pôr em marcha uma série de outras ações em simultâneo. Tem de se convencer a Arábia Saudita a produzir mais, os Emiratos Árabes Unidos, o Koweit, tem de se trazer o Irão de volta ao mercado e assinar alguma versão do acordo nuclear, reintegrar a Venezuela…

Se se conseguir pelo menos 60% disso, há uma hipótese de se infligir danos a Putin. Porque, sendo verdade que os chineses e os indianos vão continuar a comprar à Rússia, eles não têm a capacidade de entregar o petróleo muito rapidamente para esses países. A zona onde está centrada grande parte da atividade económica russa é no Ocidente da própria Rússia, enquanto grande parte da atividade económica chinesa é no Sudeste da China. Estão a mais de 5000 km de distância. Não é fácil fazer chegar o petróleo e o gás de uma zona à outra, são precisos mais pipelines caros e que levam o seu tempo.

Por isso há aqui uma janela de oportunidade, nos próximos dois a três anos, na qual a Rússia não terá a capacidade para fazer escoar o seu petróleo facilmente para outros lados. Mas para que isto resulte tem que se conseguir novos fornecimentos de países como a Arábia Saudita, dos países do Golfo, da Venezuela, etc. Porque, caso contrário, as vendas russas de energia podem decair mas a subida dos preços vai compensar isso.

Focando-nos agora nos EUA, o destino da presidência de Joe Biden depende desta guerra? Biden jogou aqui uma cartada demasiado alta para poder agora recuar?

Sim. A presidência de Joe Biden nesta altura depende mais de política externa do que de assuntos domésticos. Claro que a sua popularidade diária vai ser mais afetada por questões como a inflação e o custo de vida, mas, em termos históricos, penso que a avaliação da sua presidência depende de uma questão muito simples: é o Ocidente que ganha esta guerra ou a Rússia? E o que significa aqui uma vitória? Basicamente saber se Putin escapa ileso e até mais forte desta agressão à Ucrânia, ganhando território e poder, ou se esta ação redunda num desastre para a Rússia e para a sua economia, deixando-a como um Estado pária, sem capacidade para aguentar os territórios ganhos na Ucrânia.

Para o lado que o conflito cair, cairá também o destino da presidência de Biden. Ele jogou a sua reputação quando declarou que esta agressão não podia passar em claro. Até agora conseguiu juntar o Ocidente, pôr em prática sanções a um nível que ninguém esperava, apoiar a Ucrânia a um nível bastante significativo, mas terá de conseguir manter a pressão por muito tempo, coordenar uma política alternativa de energia de forma inteligente… Há muitos desafios ainda pela frente.

E quão diferente seria o cenário com Trump na Casa Branca? Ou quão diferente arrisca ser se Trump ou algum dos seus aliados mais fiéis ganharem a presidência dos EUA em 2024?

Penso que há perigos muito reais nesse cenário. Com Trump nunca sabemos, porque ele é um personagem imprevisível, mas o perigo fundamental é termos um Partido Republicano a regressar aos ideais de isolacionismo. Para quem conhece a história, sabe que o Partido Republicano foi tradicionalmente o partido defensor do isolacionismo nos Estados Unidos. Foi o partido do isolacionismo nos anos 20 e, inclusive, na década de 40. Muitos senadores republicanos opuseram-se à criação da NATO. Foi só porque Eisenhower se tornou um presidente republicano que o Partido Republicano abraçou a NATO. Talvez desde o fim da Guerra Fria o Partido Republicano esteja a voltar às suas raízes.

Há muitos elementos pró-Trump no partido que têm uma posição bastante isolacionista. Por estes dias, uma figura como J. D. Vance ganhou as primárias republicanas no Ohio. E isso pode parecer um pequeno assunto local, mas J. D. Vance teve o apoio de Trump e é o mais isolacionista de todos em relação à situação na Ucrânia, já questionou porque é que os EUA se deveriam preocupar e gastar dinheiro com a Ucrânia. E esse sentimento está a crescer entre os republicanos.

Se Trump voltar ao poder com um Partido Republicano mais isolacionista… Sobre Trump, nós não sabemos em que sentido pode ir (neste conflito), porque ele não tem propriamente pensamento político próprio, mas tem um faro muito apurado sobre as sensibilidades do Partido Republicano. E ele irá seguir essa tendência.

 

rui.frias@dn.pt

Fonte: Jornal Diário de Notícias.

Quer Fazer Sua Especialidade Médica Portugal? Saiba Como!

By | Artigos, Diploma Médico

Ter uma visão ampla de como funciona a medicina mundo afora é tão importante quanto a qualidade formativa. A Europa é reconhecida por sua imensa importância histórica e cultural no mundo, além da segurança, estabilidade e qualidade de vida que oferece.

Mas você já ouviu falar também da sua excelente prestação de serviços em saúde?

Fazer a especialidade médica do outro lado do Atlântico pode abrir as portas para uma excelente oportunidade cultural e uma ótima experiência formativa.

Portugal como destino preferencial 

Dentro da Europa, Portugal sem dúvidas é um dos países mais procurados por médicos brasileiros para a continuidade dos seus estudos e o exercício profissional. 

Além da ótima qualidade de vida, baixo custo, segurança e clima ameno, Portugal apresenta um processo relativamente simples para médicos estrangeiros, associado com um visto de residência apropriado para este tipo de profissional e, ainda, uma ótima qualidade formativa na sua língua natal. 

A seguir apresentamos os principais passos para o ingresso no internato médico (como é chamada a residência médica em Portugal), cuja estrutura e método de acesso é ligeiramente diferente do modelo brasileiro.

 

Por onde começar? 

Os critérios básicos para acessar o internato médico em Portugal são: 

  • Equivalência do diploma médico efetuado por uma universidade portuguesa; 
  • Inscrição na Ordem dos Médicos (semelhante ao nosso CRM);
  • Visto de residência com autorização de exercício profissional em Portugal.

Para já, vamos focar na residência médica em Portugal…

 

Acesso à residência médica em Portugal: Prova Nacional de Acesso (PNA) 

Para ter acesso à residência médica em Portugal é preciso se submeter à “Prova Nacional de Acesso (PNA)”, um exame nacional que ocorre uma vez por ano, em geral, em meados de Novembro. 

Trata-se de um concurso público, cuja candidatura deve ser feita online pela página do Internato Médico na ACSS, normalmente em setembro do mesmo ano civil da realização da prova. Para modelo e informações adicionais basta visitar a página da ACSS. 

Este exame é semelhante às provas de residência médica no Brasil: o candidato dispõe de 240 minutos para responder 150 questões de múltipla escolha, composta 50% de assuntos ligados à medicina geral, 15% de cirurgia, 15% de pediatria 10% de ginecologia/obstetrícia e 10% de psiquiatria. 

Diferente do que ocorre no Brasil, cujo órgão responsável é o Ministério da Educação, em Portugal a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), entidade parte do Ministério da Saúde, é o órgão governamental responsável por gerir o acesso à especialidade.

Deseja realizar Prova Nacional de Acesso? A Atlantic Bridge pode te ajudar!


Etapas da residência médica em Portugal 

A residência médica em Portugal é formada por 2 etapas: 

  1. Internato de Formação Geral 

O primeiro ano da residência é obrigatório a todas as especialidades médicas, chamado de Internato de Formação Geral, e é composto por um programa de 12 meses, sendo 3 meses de cirurgia geral, 3 meses de cuidados primários, 4 meses de medicina interna e 2 meses de pediatria. 

  1. Internato de Formação Específica 

A partir do segundo ano se inicia o denominado Internato de Formação Específica, com 48 áreas de especialização, sendo todas de entrada direta. Ou seja, em Portugal não é necessário qualquer pré-requisito, sendo os programas de cada uma das especialidades bem delimitados enquanto a tempo de estágio.

Mesmo que não seja exigido a entrada compartimentada, como acontece no Brasil, por exemplo, há uma série de estágios que são necessários para complementar a formação. 

Exemplo: se você almeja fazer cirurgia plástica não precisa necessariamente fazer os 2 anos obrigatórios de cirurgia geral antes, mas isso não implica que esta não vá fazer parte do seu programa formativo.

 

Etapas de escolha da residência médica 

Para escolher a especialidade, precisará passar por duas diferentes etapas.

Após a realização da PNA, o site da ACSS abre um período, geralmente final de novembro ou início de dezembro, para que o candidato possa escolher o hospital onde irá realizar o 1º ano da formação, a chamada Formação Geral. O candidato deverá então fazer uma seleção de 22 hospitais, em ordem de preferência. Esta seleção é feita online, na plataforma da ACSS. 

A seriação ocorre de acordo com a classificação normalizada (média normalizada calculada pela ACSS conforme a média final de curso e local de formação, no caso de estrangeiros, este cálculo é realizado de acordo com a nota da equivalência do diploma de medicina na universidade portuguesa). Os candidatos com maiores médias normalizadas terão mais chances de serem colocados no local de predileção para realização da formação, já que tem preferência no momento da escolha. 

A Formação Geral inicia-se no 1º dia útil do ano seguinte à realização da PNA, em janeiro, e em novembro do mesmo ano, escolhe-se a Formação Específica que realizará, a iniciar no ano seguinte. Para esta última escolha, a posição final na lista dos candidatos que realizaram a PNA: as melhores notas finais da prova e com melhores médias normalizadas tem prioridade.

Exemplo: O candidato Pedro ficou na posição 50, pois teve 96% de acertos na PNA e tinha uma média de 19 valores, e o Nuno que também fez 96% de acertos na PNA, mas como tinha média de 18,9 valores ficou na posição 51. Pedro terá prioridade de escolha e assim escolherá primeiro sua especialidade. 

O 1º ano da formação pode ser realizado em um local diferente do qual você irá realizar os seus anos de especialidade.

 

Duração e carga horária da residência médica 

A duração da formação e a carga horária contratada de trabalho semanal também são fatores diferenciadores da residência médica do Brasil. 

Em Portugal a carga horária normal de trabalho é de 40h semanais. 

O primeiro ano do programa de especialidade é correspondente às chamadas Formações Gerais, que têm duração de 1 ano obrigatório. Posteriormente, se inicia a Formação Específica, que pode variar de 4 a 6 anos. 

As especialidades de menor duração são de 4 anos, dentre estas estão Medicina Geral e Familiar e a de Saúde Pública. A maior parte das especialidades médicas dura 5 anos, no entanto, as especialidades cirúrgicas duram 6 anos. Sendo, portanto, o ano de Formação Geral obrigatório, totalizando uma duração mínima de 5 anos e no máximo de 7 anos para as formações especializadas.

Exemplo: a formação de oncologia irá exigir 21 meses de estágio na Medicina Interna (Clínica Médica), 3 meses de Cuidados Intensivos e só então é que o médico irá para a formação específica em Oncologia. Todos fazendo parte da especialidade de entrada direta e específica.

 

Residências médicas mais procuradas

Assim como no Brasil, algumas especialidades médicas são mais procuradas do que outras, muitas destas são consideradas especialidades “nobres” em diversos países, como é o caso da dermatologia, oftalmologia e otorrinolaringologia. Cardiologia, cirurgia plástica e gastroenterologia estão também entre as especialidades com mais concorrentes.

Na convocatória de 2019, o primeiro colocado escolheu a vaga de oftalmologia no Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte, E. P. E. e tinha uma nota de 100% no exame. O último colocado a escolher dermatologia, do total de 11 vagas, tinha 96% de acertos e estava na posição 64 da lista, sendo o centro de formação escolhido o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E.P.E. O segundo candidato a escolher nesse ano tinha 99% de acertos e escolheu seguir a especialidade de Cardiologia.

 

Salário de um médico em Portugal 

Um ponto muito importante é a base salarial, o valor é uniforme por todo o país e é pago pelo hospital onde realiza a sua formação, sendo o valor da hora de trabalho variável de acordo com o ano de sua formação. 

No 1º ano de trabalho ou ano de formação geral o salário do interno é de 1.585,26€, sendo a hora de trabalho extra de 9,15€. Já os residentes mais velhos, a partir do 4º ano de trabalho ganham 1.960,69€, e 11,31€ a hora extra. Lembrando que todos esses valores são brutos e, portanto, ainda existirá o desconto de segurança social e imposto sobre o rendimento. 

 

Exame final de especialidade

Apesar dos títulos de especialidade não serem obrigatórios no Brasil, são aconselháveis para o exercício de uma especialidade após a residência médica. 

Ainda que exista uma avaliação contínua durante o internato médico em Portugal, é obrigatória a realização de um exame final, com toda a experiência vivida durante os anos da especialidade médica. Sem a realização do exame, a especialidade não estará concluída.

 

Por que fazer a residência médica em Portugal?  

Se você tem alguma vontade de morar fora e ampliar os horizontes profissionais, a residência médica em Portugal com certeza é um excelente caminho! 

Portugal apresenta um processo relativamente simples para o ingresso de médicos estrangeiros, uma qualidade formativa de referência a nível Europeu e mundial, ministrada na língua portuguesa, e com relativa facilidade para posterior inserção no mercado profissional. 

Por fim, vale ainda ressaltar que uma vez finalizada a especialidade médica em Portugal, caso você tenha nacionalidade de algum país europeu,  é possível pedir o reconhecimento da mesma em todos os países que englobam a Diretiva Europeia de reconhecimento profissional (Directiva 2005/36/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 7 de Setembro de 2005), seguindo os critérios linguísticos determinados por cada país. Ou seja, você terá as portas abertas para toda a Europa. 

Lembrando que vivendo legalmente em Portugal por 5 anos você já pode pedir a nacionalidade Portuguesa.

 

Ficou com mais alguma dúvida sobre a residência médica em Portugal? Manda para a Atlantic Bridge.

 

Texto: Dra. Mariana Ramalho
Médica no Centro Hospitalar Universitário São João, Mestre em Saúde Pública pela Universidade do Porto, Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba. Atua como Médica em Portugal desde 2015 e como Consultora Associada da Atlantic Bridge.

Alugar Imóvel em Portugal: 8 Dicas Infalíveis

By | Artigos, Imobiliário, Portugal

Viver em Portugal se tornou o desejo de muitos estrangeiros. Para facilitar a sua vida e te ajudar a ter sucesso nesta busca listamos 8 dicas sobre como encontrar um lugar para morar em Portugal e conseguir fechar o negócio

1. Não negocie valores

Em Portugal não existe a tradição de barganhar preços. O valor pedido costuma ser o valor final. Há alguma margem para negociação, mas ela é mínima e só se aplica em casos especiais. Durante a pandemia foi possível regatear, mas o cenário hoje é outro. “Você vai concorrer com inquilinos que estão a fechar negócio pelo valor pedido. Propostas agressivas não funcionam aqui”, explica Tiago Prandi, assessor da Indoors, empresa gestora de propriedades.

2. Entenda o valor dos aluguéis

Sim, viver nas grandes cidades está mais caro, não há como negar. Imóveis nos grande centros vão estar acima dos mil euros. Se você deseja um apartamento dos sonhos em Porto e Lisboa, com detalhes e serviços de luxo, os valores vão facilmente ultrapassar os dois mil euros. Entretanto, são preços até 40% menores que os cobrados em Madrid e até um quarto do valor cobrado em San Francisco, nos Estados Unidos.
Atualmente, alugar um imóvel confortável, com dois quartos, na zona central de Lisboa está custando, em média, 1.500 euros. Por outro lado, cidades menores como Braga, Aveiro, Coimbra ou nas ilhas (Açores e Madeira), podem ter o custo de moradia até 50% mais baixo. Como existe muita variação de preços, o mais recomendável é conversar diretamente com um consultor especializado, de modo a obter informações mais precisas.

3. Defina bem o que busca

Antes de começar a procurar, pense no que deseja: que tipo de pessoa você é e que vida quer ter? Tem um perfil mais cosmopolita e gosta da agitação? Ou quer algo mais sossegado? Procure entender a dinâmica da cidade, verifique se o bairro escolhido oferece escolas e serviços que te interessem. Se o transporte for uma prioridade, tente descobrir se a região é bem servida em termos de saídas para rodovias, se há paradas de ônibus ou metro. Tem carro? Onde o estacionará e quanto pretende gastar em combustível? Enfim, seja assertivo e busque especificamente aquilo que realmente poderá te interessar. Isso irá poupar tempo seu e dos outros envolvidos na busca.

4. Seja rápido na decisão

Olhou um imóvel e gostou? Feche o negócio o quanto antes. Evite marcar visitas com muitos dias de antecedência. A realidade atual do mercado de aluguéis em Portugal não dá muita margem para pensar: no mesmo dia em que um imóvel é disponibilizado para o mercado ele já começa a receber interessados e, em poucos dias ele já estará indisponível. 

5. Tenha a documentação já preparada

Para ganhar tempo, também é recomendável já ter toda a documentação necessária já separada para não correr o risco de atrasar e perder uma oportunidade boa. Na Atlantic Bridge podemos oferecer uma assessoria para que você não perca um bom negócio devido a erros na sua documentação. Se quiser falar conosco, clique aqui.

Para concretizar a locação são necessários: um comprovativo de renda (como holerites, declaração do imposto de renda ou extratos bancários) e um documento de identidade. 

Além disso, grande parte dos senhorios exige fiador e caução. Sim, ter um fiador pode ser decisivo para fechar negócio. Fiador é a pessoa que garante o pagamento da dívida, caso o devedor principal não pague ao credor.  “Costuma-se pedir 3 meses de aluguel adiantado, mas pode chegar a mais: os senhorios têm muito medo que estraguem seu imóvel ou fiquem a dever”, esclarece Cátia Ferreira da Zome Prime Abóboda, em Lisboa. Caso não tenha fiador, o proprietário poderá pedir até um ano de aluguel antecipado.

Uma opção pode ser criar uma conta corrente caucionada, onde o locatário deposita um valor previamente acertado com o proprietário para ser utilizado em caso de necessidade e danos à propriedade, sugere Tiago Prandi, da Indoors. 

6. Seja gentil com o corretor imobiliário e com os proprietários

Essa dica é preciosa. Em muitas empresas, o corretor imobiliário só é remunerado quando o negócio é concluído. No caso dos contratos de aluguel, essa remuneração costuma ser baixa, quando comparada às transações de compra e venda. No entanto, o trabalho despendido pelo agente é quase o mesmo: buscar um imóvel, agendar as visitas, acompanhar o cliente… Por isso, procure manter uma relação cordial e respeitosa com o profissional da área. Essa atitude pode ser de grande valia. O mesmo se aplica aos senhorios: eles podem escolher com quem fechar negócio. Se eles simpatizarem com você tudo será mais fácil. Transmita uma imagem de tranquilidade e responsabilidade. Ninguém gosta de inquilinos complicados.

7. Honestidade acima de tudo

Seja sempre honesto com o agente imobiliário e o senhorio. Por exemplo, não adianta esconder que possui animais, pois mentir pode gerar quebra no contrato e até multas. Caso deseje adquirir animais após a formalização do contrato, consulte o proprietário e lhe peça autorização.

Uma dica para quem tem pets ou crianças pequenas é buscar imóveis sem mobília, pois o risco de danos é menor, sendo mais fácil de serem alugados.

8. Contrate uma assessoria

Se não conhece a cidade ou não quer perder tempo buscando um imóvel com características específicas, uma dica é contratar os serviços de uma assessoria especializada. Com conhecimento profundo de localização, um bom assessor pode sugerir bairros mais indicados para você. Estes profissionais traçam o seu perfil, apresentam o mercado, dão aconselhamento e buscam, de modo preciso, aquilo que você precisa. 

Caso deseje um imóvel em uma determinada zona da cidade, eles também entram em contato com todas as corretoras que possuem produtos disponíveis na área e selecionam aquilo que pode te interessar mais. É mais prático, rápido, assertivo e seguro. Para quem reside no estrangeiro, o serviço é ainda mais precioso, pois as assessorias muitas vezes promovem vídeo chamadas entre clientes e senhorios, estreitando as relações e simplificando os processos.

Se você deseja morar ou investir em Portugal, fale conosco.

Saiba ainda mais sobre arrendamentos em Portugal

Como funcionam os contratos de aluguel?

Por norma, os contratos de aluguéis têm duração mínima de um ano, podendo ser renovado automaticamente por até 3 anos. Após esse período é preciso fazer um novo contrato. Também podem ser celebrados por períodos mais curtos, se for de comum acordo entre as partes. Quando o contrato chega ao fim, é preciso negociar novamente com o proprietário.
O inquilino deve cumprir pelo menos ¼ do tempo estipulado em contrato para não ser penalizado. 

Reajustes nos valores

No que se refere aos reajustes de preços, de acordo com o Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), o valor das rendas poderá ser atualizado anualmente, de acordo com o índice da inflação. O coeficiente de atualização de rendas é calculado anualmente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Atualmente esse coeficiente é de 0,43% Vale destacar que o aumento não é obrigatório nem automático: o proprietário decide se irá praticar o reajuste após um ano de contrato. Se for o caso, deve comunicar o locatário através de carta registrada com 30 dias de antecedência. 

Qual a tipologia mais procurada em Portugal?

Atualmente, os imóveis com dois quartos (T2) são os mais procurados para arrendamento, seguido dos de 3 quartos (T3). Propriedade de quarto e sala ou estúdio (T1 e T0) vêm na terceira colocação.

 

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