Portugal dispõe de um sistema de saúde de alta qualidade, com excelentes equipamentos, uma rede hospitalar moderna e profissionais qualificados. Tudo isso ao alcance de todos através do seu sistema público de saúde, com cobertura universal e financiado pelo Estado.  O país ocupa o 13.º lugar  no Euro Health Consumer Index, que mede o desempenho dos sistemas de saúde de 35 nações da Europa. Possui uma média nacional de um médico por 180 habitantes, sendo Coimbra a cidade com o maior rácio do país: dispõe de 1 médico para cada 28 habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística. 

Os cuidados de saúde no país até atraíram a atenção do empresário e filantropo Bill Bates, que chegou a fazer uma doação de 400 mil dólares para a equipe de investigação Instituto Gulbenkian de Ciência, em 2016. 

1- A Saúde Pública em Portugal é de Qualidade e (Quase) Gratuita!

Portugal dispõe de atendimento médico universal, o SNS-Sistema Nacional de Saúde, subsidiado pelo governo. Através dele é possível obter atendimento em emergências, especialidades, realizar exames e cirurgias, e até se submeter a tratamentos complexos. Os cuidados de saúde da rede pública geralmente estão sujeitos ao pagamento das chamadas taxas moderadoras, em que o doente partilha com o Estado os custos do tratamento médico. Mais da metade dos países da União Europeia mantêm algum regime assim. Em Portugal as taxas moderadoras possuem valores quase simbólicos. Para uma consulta inicial (clínica geral) o valor é de 4,50€. Já para especialidade médica a taxa é de 7€. Alguns cidadãos, estão isentos destes encargos, como as crianças, refugiados, doadores de sangue, grávidas, e pessoas em situação de insuficiência econômica comprovada. Também alguns serviços e tratamentos específicos dispensam o pagamento de taxas moderadoras, como tratamento de doenças mentais ou graves, como a AIDS. É possível consultar valores e detalhes sobre isenção no site da Entidade Reguladora da Saúde.

2 – Expatriados Têm Direito a Cuidados de Saúde na Rede Pública

Todos os nacionais portugueses e residentes em Portugal, incluindo os estrangeiros legalizados, têm direito a receber cuidados médicos na rede pública. Quem tem cidadania portuguesa e reside no exterior também pode vir ao país e obter atendimento através do SNS, desde que possua registro no Sistema Nacional de Saúde, ou seja, um número de utente. Para quem já possui um cartão de cidadão, esse número está disponível no próprio cartão. Quem não o possui, pode solicitá-lo no centro de saúde da freguesia (bairro) da residência, apresentando:

  • Autorização de residência e comprovante de residência;
  • Número de Identificação Fiscal (NIF);

3 – Todas as Crianças Têm Acompanhamento Médico e Odontológico 100% Gratuitos

Os residentes com até 18 anos não pagam nenhuma taxa para receberem cuidados médicos na rede pública de saúde de Portugal. Isso inclui consultas de saúde oral.

4 – Os Medicamentos Custam Pouco e São Comparticipados pelo Estado

Em Portugal, existem programas de subsídios de remédios. Muitos medicamentos são comparticipados, ou seja, o governo paga parte do valor e o utente o restante. Os descontos dependem das classes dos medicamentos, tipo de doença e do perfil do utente. Os reformados, por exemplo, chegam a obter até 95% de desconto na aquisição de remédios. Existem, também, alguns tipos de doenças cuja medicação pode ser fornecida gratuitamente, como é o caso da insulina necessária aos diabéticos, ou de tratamento para distúrbios como Doença de Crohn, Lupus, Hemofilia, entre outros.

Além disso, o país possui instituições privadas de solidariedade social, como a Associação Dignitude, que presta apoio a famílias que precisam de ajuda financeira para comprar medicamentos.

5 – O Sistema de Vacinação é Bem Organizado e Totalmente Gratuito

Em Portugal, as vacinas são fornecidas pela rede pública gratuitamente. Os postos de saúde são responsáveis por organizar o calendário vacinal, entrando em contato com os utentes para agendar a administração das doses e, com isso, evitar esquecimentos. Tudo feito de forma muito organizada, rápida e prática. 

6 – Os Seguros de Saúde em Portugal não Custam Caro 

A rede de saúde pública detém excelentes profissionais, mas muitas pessoas gostam de contratar seguros de saúde privados de modo complementar. Por vezes, a assistência na rede pública pode ser mais demorada ou limitada. Se quiser escolher um médico de sua preferência ou tiver pressa nas consultas, terá que complementar seu atendimento através de uma consulta particular. Segundo a Associação Portuguesa de Seguradores mais de 3 milhões de portugueses possuem algum tipo de seguro ou plano de saúde, um número que cresceu muito a partir de 2020, com o início da pandemia. 

No geral, os seguros de saúde em Portugal, não custam caro, mas trabalham com o esquema de comparticipação. Ou seja, além do valor mensal ainda é preciso pagar um valor no ato da utilização. Em 2020, os portugueses pagaram em média 30 euros por mês por um seguro individual de saúde. Com um seguro, uma consulta médica particular que custa em torno de € 80 euros poderá custar apenas € 30,00. Cabe reforçar que estes valores são uma média, e que as apólices têm diferentes coberturas, capitais, exclusões e limites. Outra opção é contratar planos de saúde, que funcionam como uma rede de descontos em uma rede de cuidados médicos, e que podem custar a partir de 5€, dependendo dos serviços abrangidos. No entanto, não cobrem atendimentos em ambulatórios e hospitalização. 

7 – Maioria Médicos Portugueses Falam Inglês

Outra boa notícia é que muitos médicos portugueses prestam consultas em outros idiomas, como inglês, francês e espanhol. Na rede CUF, por exemplo, a informação sobre os idiomas falados por cada profissional está incluída na descrição online de cada médico. O inglês é falado por mais da metade da população portuguesa, sendo Portugal o 7º país do mundo em proficiência na língua inglesa, de acordo com o relatório EF English Proficiency Index.

8 – Portugal Tem a 2ª Maior Taxa de Vacinação Contra o COVID-19 no Mundo

É verdade: 95% da população portuguesa está vacinada contra o COVID-19, sendo 92% com o protocolo completo. A informação é do site Our World in Data, da Universidade de Oxford, que atualiza diariamente um conjunto de índices relativos à pandemia.  Além disso, Portugal tem o 5.º menor número de mortes atribuídas à COVID-19 na União Europeia (atualizado em março de 2022).

A agência de notícias Bloomberg criou em 2020 um ranking dos melhores países para estar durante a pandemia. Em 2021, Portugal ocupava o 29.º lugar nesta lista. No início de fevereiro de 2022, o país já havia subido para a 10ª colocação. O “Covid Resilience Ranking” mostra onde a pandemia está sendo tratada de forma mais eficaz e com menos transtornos para pessoas e negócios. E Portugal tem evoluído bem no ranking!

O país conseguiu travar a pandemia através de uma série de medidas, que foram além do programa de vacinação. O Estado foi duro, obrigou a utilização de máscaras de proteção e decretou lockdowns severos, especialmente durante o inverno. Quando novas variantes surgiram, as fronteiras foram fechadas. Além disso, houve um forte incentivo a testagem, com o governo oferecendo até 6 testes de antígeno gratuitos mensais, que poderiam (e ainda podem) ser realizados em centenas de postos montados para esse fim, ou em milhares de laboratórios e farmácias aderentes. Os testes caseiros de antígeno também foram fartamente disponibilizados em supermercados por valores entre 2 e 6 euros.

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